Consumo de fibras reduz risco de diabetes tipo 2

Doença autoimune afeta 360 milhões de pessoas no mundo todo

por Correio Braziliense 04/05/2015 11:00

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Issouf Sanogo - AFP
Os cereais são as fontes de fibras mais eficazes (foto: Issouf Sanogo - AFP )
Um estudo publicado no jornal Diabetologia, da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, indica que consumir grandes quantidades de fibras reduz o risco de desenvolver diabetes 2. A doença autoimune afeta 360 milhões de pessoas no mundo todo, número que deve subir para 550 milhões em 2030, com sérias consequências para a saúde e a economia de países desenvolvidos e em desenvolvimento. Embora pesquisas anteriores tenham encontrado uma associação entre o aumento da ingestão de fibras alimentares e o risco reduzido de diabetes 2, a maior parte dos dados vem dos Estados Unidos — quantidades e fontes de fibra diferem substancialmente entre os países.

Nesse artigo, os autores avaliaram a associação entre o total de fibras ingeridas, bem como o de fibras provenientes apenas de cereais, frutas e fontes vegetais, aos novos casos de diabetes 2 detectados pelo EPIC-InterAct Study — um estudo epidemiológico com dados de oito países. Eles também conduziram uma meta-análise, combinando dados dessa pesquisa com os de 18 artigos independentes, produzidos em diversos países do globo.

Os pesquisadores descobriram que os participantes com maior ingestão total de fibras (mais que 26g por dia) tinham 18% menos risco de desenvolver diabetes comparado àqueles com menor ingestão dessas substâncias (menos de 19g ao dia), depois de ajustar outros fatores dietéticos e de estilo de vida. Ao avaliar diferentes fontes de fibra, os cientistas constataram que as obtidas por meio do consumo de cereais têm a associação inversa mais forte: aqueles com níveis mais altos de consumo de cereais e vegetais tinham 19% e 16% menos probabilidade de desenvolver diabetes.

Combinação

“Juntos, esses resultados indicam que indivíduos com uma dieta rica em fibra, em particular em fibra cereal, podem ter menos risco de diabetes 2. Não sabemos ao certo a causa disso, mas mecanismos potenciais poderiam incluir se sentir satisfeito por mais tempo, a liberação prolongada de sinais hormonais, a absorção mais vagarosa dos nutrientes ou a alteração da fermentação no intestino grosso”, disse Dagfinn Aune, pesquisadora da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega e do Imperial College London, coautora do estudo. “Todos esses mecanismos podem levar a um índice de massa corporal mais baixo e reduzir o risco de desenvolver diabetes 2. Assim como ajuda a manter o peso baixo, a fibra dietética também pode afetar o risco de diabetes por meio de outros mecanismos, como melhorar o controle do açúcar no sangue e diminuir os picos de insulina após as refeições”, afirmou.

Principal autor do estudo, Nick Wareham, diretor da Unidade de Epidemiologia da Universidade de Cambrigde, acrescentou: “Esse trabalho adiciona evidências a um corpo crescente de estudos que indicam os benefícios à saúde de uma dieta rica em fibra, em particular, à fibra dos cereais”. De acordo com ele, medidas globais para estimular o consumo de fibras podem desempenhar um papel importante na luta contra a epidemia de obesidade e diabetes.

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