Treino intenso e funcional: conheça as modalidades de Body Systems

Várias academias começam a trabalhar com a abordagem Body Systems, que lança mão de artes marciais, ioga, ginástica e musculação para treinos muito mais efetivos

por Revista do CB 21/04/2015 10:00

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Zuleika de Souza/CB/D.A Press
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Sentir-se motivado é essencial para praticar uma atividade física. Depois da empolgação no início, é comum a academia ficar monótona e ser abandonada. No entanto, é possível evitar esse resultado procurando alternativas. O servidor público Elias Ribeiro, 31 anos, não gostava de malhar, mas encontrou motivação no body pump, uma aula de musculação coletiva. “Chamou-me a atenção por ser dinâmico. Como eu trabalho sentado, é uma forma de gastar energia e desestressar”, aponta.

A principal diferença da aula é o ritmo intenso, de uma hora sem interrupções. Assim, exercícios de hipertrofia (definição muscular) se unem a um treino aeróbico, que aumenta a frequência cardíaca e o gasto de calorias. “O body pump ajuda a queimar gordura localizada e aumentar a massa magra”, afirma o professor de educação física Luiz Vasques. A atividade também se inspira no treino funcional, que usa movimentos do dia a dia, como o agachamento. Luiz conta que o body pump foi um dos responsáveis por ele entrar na educação física. “Eu fiz uma aula e me apaixonei, escolhi essa área para seguir carreira.”

Para Elias Ribeiro, a presença do professor faz diferença, pois ele orienta e incentiva os alunos constantemente. “A aula é cansativa e é ele quem vai manter a adrenalina lá em cima.” Ele pratica a modalidade há três anos e não pretende parar. “Por causa das músicas, eu achava que era uma atividade feminina. Mas é uma aula pesada, tanto para homem como para mulher. Não tem nada de delicada ou leve”, descreve. Ele aconselha a seguir as orientações e não exagerar nos pesos no início, pois o corpo demora algumas semanas para se acostumar. “Você sai dolorido, mas passa a amar”, opina. O professor Luiz Vasques diz que a aula não tem restrições de sexo ou de idade. Ele orienta os movimentos e o peso que cada pessoa deve usar.

A assistente administrativa Silmara Campos, 32 anos, acredita que os benefícios do body pump vêm mais rápido do que na musculação tradicional. “É uma hora que você malha de verdade, sem pausas. Em dois meses, você sente diferença na definição dos músculos, além de ajudar a emagrecer.” Silmara também ressalta as vantagens emocionais. “Eu saio renovada, com mais disposição. Se eu estiver com algum sentimento negativo, desconto tudo nos pesos”, brinca.

O body pump faz parte da linha de exercícios criada pela Les Mills, uma rede internacional de academias, fundada em 1980 na Nova Zelândia. No Brasil, ela é representada pela Body Systems. São várias modalidades de aulas, cada uma com objetivos e movimentos diferentes, inspirados em artes marciais, ioga, ginástica e musculação. Elas seguem um rígido planejamento. “São preparadas por uma equipe interdisciplinar, com fisioterapeutas, médicos do esporte, coreógrafos, profissionais de educação física e psicólogos. Depois de testadas, elas são aplicadas da mesma maneira ao redor do mundo”, destaca Isac Rocha, professor de educação física e proprietário de uma academia que adota o sistema. A cada três meses, os professores recebem um novo material didático, incluindo a trilha sonora, que direciona o ritmo das aulas.

“As músicas são muito motivantes e ajudam a controlar a velocidade do movimento”, afirma Isac. Ele explica que a velocidade é tão importante quando o peso levantado. Isso porque os movimentos são divididos em duas fases, concêntrica e excêntrica, em que o músculo “encurta e alonga”. Com acompanhamento do professor, o aluno segue o BPM (batidas por minuto) da música. Assim, tudo é feito de forma cadenciada sem a necessidade de contar as séries de treino, tirando o foco do esforço.

Um dos principais objetivos das aulas é oferecer possibilidades para o aluno realmente se engajar na atividade física. “Tentamos associar o que a pessoa precisa com uma atividade que seja divertida. Você tem que atingir o seu objetivo e sentir prazer no que está fazendo”, opina Isac. Ele recomenda intercalar diferentes modalidades, entre as voltadas para o sistema neuromuscular e outras para o cardiorrespiratório.

A pedagoga Luana Lima, 28 anos, mescla musculação com aulas de zumba e body balance (ginástica com técnicas da ioga, tai chi e pilates). O objetivo é proporcionar flexibilidade, força e equilíbrio. Luana começou no body balance com o objetivo de diminuir dores musculares provocadas pelos longos períodos sentada, devido à rotina de estudos para concursos. No entanto, ela conta que conseguiu ir além dos benefícios físicos. “É uma aula bem sensitiva, que estimula a a consciência corporal. É para se entregar e prestar atenção nos batimentos cardíacos, no funcionamento dos órgãos, na respiração”, descreve.


Principais modalidades Body Systems

Body attack: de alta intensidade, com movimentos inspirados em esportes como basquete e vôlei. Gasto calórico de 730kcal por aula.

Body balance: usa técnicas do tai chi, ioga e pilates para desenvolver flexibilidade, força e condicionamento. Gasto médio de 340kcal.

Body combat: combina ginástica e artes marciais, sem contato físico. Gasto médio de 545kcal.

Body pump: treinamento de força e resistência com uso de anilhas e barras para definir o corpo. Gasto médio de 560kcal.

Body step: ginástica intensa e coreografada em cima de um step, ajustável para diferentes alturas. Gasto médio de 620kcal.

CXWorx: aula rápida, de 30 minutos, tonificar a região abdominal, as coxas e os glúteos. Usa elásticos e anilhas. Gasto calórico não indicado.

Power jump: os movimentos são executados com ajuda de um trampolim. Gasto médio de 700kcal. Contraindicado para grávidas.

RPM: ciclismo indoor, intervalado por diversos trechos, como subidas íngremes e tiros rápidos. Gasto médio de 600kcal.

Sh’bam: ginástica com movimentos de dança. Gasto médio de 500kcal.

Fonte: site oficial da Body Systems (bodysystems.net) e professor Luiz Vasques.

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