Métodos caseiros para descobrir o sexo do bebê funcionam?

Repórter grávida testa simpatias e tira a prova com a sexagem fetal, exame de sangue feito a partir da nona semana de gestação e que tem 99,99% de acerto

por Clarissa Damas 14/04/2015 09:00

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Reprodução Instagram
Em fevereiro, a atriz compartilhou foto do enxoval da filha, que se chamaria Sophia, no Instagram. Menos de um mês depois, ela postou outra imagem contando que o bebê na verdade era menino. (foto: Reprodução Instagram)
Assim que a mulher recebe a confirmação da gravidez, seja pelo exame de sangue que mede a concentração do Beta HCG, ou pelos dois risquinhos no bastão do teste de farmácia, passa pela cabeça a pergunta: será que é menino ou menina? E essa pergunta é ouvida pela futura mamãe de quase todas as pessoas que a felicitam pelo bebê que vai chegar. Antigamente, a dúvida só era sanada no momento do nascimento e a espera de 9 meses para descobrir se nasceria um herdeiro ou herdeira era longa. Foi somente com a chegada do ultrassom que a curiosidade pode ser cessada um pouco antes, com cerca de 16 semanas de gestação.

Com o avançar da tecnologia e melhora dos equipamentos, há ecografistas que conseguem distinguir o sexo do bebê com 12 semanas, mas a chance de erro é grande e, por isso, o recomendado é só começar a fazer o enxoval quando o bebê completar os quatro primeiros meses para evitar surpresas futuras. Entretanto, para as mamães mais ansiosas, existe uma luz no fim do túnel: a sexagem fetal. O exame, que vem se popularizando cada vez mais no Brasil, é seguro, não invasivo e promete acerto de 99,99% caso seja feito a partir da nona semana de gestação.

"O sangue da mãe é colhido em laboratório e a amostra passa por uma análise de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). Esse tipo de exame é usado para amplificar sequências de DNA. Caso seja encontrado cromossomo Y na amostra, conclui-se que o bebe é um menino. Caso não haja cromossomo Y no sangue da mulher, o bebê é uma menina", explica o especialista em reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira.

O teste, por não se tratar de um exame essencial para o bom desenvolvimento da gestação, não tem cobertura por planos de saúde e é feito apenas por via particular. em Belo Horizonte, ele é oferecido em diversos laboratórios e custa de R$ 288 a R$350. O resultado sai entre 6 e 8 dias úteis.

Ainda de acordo co Dr Renato, mesmo no caso de gravidez de gêmeos os trigêmeos a sexagem pode ser feita. "Colhemos o sangue da mesma forma e fazemos a análise. Caso os bebês sejam univitelinos, ou seja, idênticos, o processo é o mesmo. tendo cromossomos Y, são dois meninos, não tendo, são duas meninas. Já quando os gêmeos são bivitelinos, ou seja, diferentes, tendo a ocorrência do cromossomo Y podemos concluir que pelo menos um dos bebês é do sexo masculino e, não tendo, que ambos são do sexo feminino".

A atriz Fernanda Machado, grávida do primeiro filho, descobriu depois de ter comprado todo enxoval e passar dias chamando o bebê de Sophia que na verdade seria mãe de Lucca. Ela divulgou uma foto no Instagram, no dia 2 de março, contando a novidade. Na legenda, a atriz disse "Surprise!!!! Gente que surpresa!!! Eu e Bob ríamos e chorávamos ao mesmo tempo!!! É isso mesmo, é um menino e não uma menina! Lucca tava tímido e não sei como escondeu o pipi por um tempão! (...) Chamamos o bebê de Sophia por 2 meses, nós e o Brasil todo! E agora descobrimos que é um menino, que loucura!"

O mesmo aconteceu com Mariana Martins, de 32 anos, que é mãe do Gabriel, de 2. Ela só foi descobrir o sexo do seu filho com 22 semanas de gravidez, durante um ultrassom morfológico, dois meses depois de um médico ter dito, com toda certeza, que ela carregava no ventre uma menina. ""Foi um susto muito grande. Já tinha comprado várias coisas de menina, fechado a decoração do quarto, contado pra família toda que a Bia estava a caminho. Quando o médico me contou que a Bia seria na verdade o Gabriel eu fiquei muito assustada. Além disso, senti muita culpa, por ter chamado meu filho pelo nome errado durante tanto tempo, e por ter comemorado que ele seria uma menina, foi traumático. Fiquei com medo de que ele se sentisse rejeitado", explica. Ela garante que, quando engravidar do segundo filho, vai fazer a sexagem fetal. O investimento é relativamente alto mas compensa. Além de descobrir mais cedo o sexo do bebê, não vou passar pela situação constrangedora do erro e nem pelo transtorno de ter que tentar trocar tudo que comprei ou ganhei, como foi minha primeira gestação.


Repórter grávida testa métodos caseiros e tira a prova com exame de sexagem fetal; veja resultado
Sempre fui uma pessoa muito ansiosa e, quando descobri que estava grávida, logo quis saber se seria menino ou menina. Todas as pessoas perguntam e, além disso, dá vontade de conversar com o bebê pelo nome, olhar as coisinhas pro quarto, o enxoval, imaginar a carinha do neném que vai nascer. Comecei a ler na internet vários tópicos e fóruns de grávidas para me informar sobre assuntos como alimentação, exercícios físicos, cuidados a serem tomados na gravidez, e me deparei com as inúmeras simpatias para descobrir, antes do ultrassom, qual seria o sexo do bebê. Foi num desses tópicos que descobri também a sexagem fetal. Quis tirar a prova das simpatias e decidi fazer algumas para contrapor com o resultado do exame de sangue.

Arte Soraia Piva
(foto: Arte Soraia Piva)
 

 

Aqui e agora
"Vivemos em um mundo imediatista, onde o que importa é o momento, o hoje, aqui e agora. Se as mulheres têm a opção de descobrir o sexo do bebê na nona semana, a maioria delas, que tem condição de fazer o exame, opta por fazê-lo. Essa é a lógica do mundo pós-moderno, no qual estamos inseridos", explica a professora do Programa de Pós-Graduação de Psicologia da PUC Minas, Márcia Stengel. Ainda segundo a professora, as mulheres acabam se sentido cobradas pela sociedade quanto ao sexo do bebê. 'Todo mundo quer saber se é menino ou menina e como o bebê vai se chamar. Além disso, tem a questão do consumismo, as mães às vezes desejam começar as compras do enxoval, o preparo do quarto do bebê e, para isso, quanto antes souberem o sexo, melhor.

Há também a questão da frustração dos pais, quando o sexo do bebê é diferente do que eles desejavam." Isso acontece, não há como negar. Há família que desejam muito ter um menino ou menina e, descobrindo mais cedo que o sexo do bebê não é o almejado, têm mais tempo para aceitarem o fato. Esse tempo de aceitação é muito particular, mas e necessário quando o resultado do exame frustra", completa a psicóloga. 

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