Site reúne informações sobre desigualdade de gênero no Brasil

Iniciativa do Instituto Avon, o Central Mulheres aponta os principais desafios, conflitos e dilemas da mulher na atualidade

09/03/2015 16:31

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Reprodução Facebook
Clique aqui e conheça a iniciativa 'Empodere duas mulheres' (foto: Reprodução Facebook)
Você já viu sua mãe ser atacada pelo companheiro? Você sabe quantos estupros por ano são registrados no Brasil? Você sabia que as crianças são vítimas de violência sexual em 50,7% dos casos registrados? Quantos são os feminicídios que acontecem dentro de casa?

Lançado no Dia Internacional da Mulher, o Portal Central Mulheres reúne informações sobre a desigualdade de gênero no Brasil e é um convite à reflexão sobre opressão, objetificação e subjugação da mulher na sociedade. Somos um país em que 43% dos jovens já viram sua mãe ser atacada; registramos 50 mil estupros em um ano e um terço das mortes de mulheres ocorrem em ambiente doméstico.

Conto de fadas sem final feliz: mulheres que sofreram agressão física e psicológica por seus companheiros

O portal, parceria entre Instituto Avon e Inesplorato, tem o objetivo de ser um serviço de utilidade pública à sociedade e motivar a reflexão sobre a necessidade de fortalecimento da mulher e de ações pela igualdade de gênero. Os dados estatísticos estão dividos em três categorias de informação:

Pare: dados que demandam mudanças imediatas de comportamento da sociedade
Discuta: informações que pedem debate e reflexão
Reforce: indicadores que apontam transformações positivas na sociedade do ponto de vista de igualdade de direitos entre gêneros

Todas as informações são acompanhadas da fonte de origem e a promessa é que a plataforma seja alimentada com mais dados e ferramentas ao longo dos anos.

Assédio na rua: 'mimimi' de rede social ou violência contra a mulher?

Entre as informações que sinalizam um cenário de transformação estão a redução da mortalidade materna em 43% desde a década de 90 ou o fato de um em cada três noivos do estado de São Paulo ter adotado o sobrenome da mulher no casamento. Por outro lado, algumas mudanças parecem engatinhar como o fato de que quase 1 milhão de brasileiras ser submetida, por ano, a uma cesariana sem indicação ou 30% das mulheres entre 16 e 24 anos já ter sido beijada à força.

Leia também:
Excesso de cesariana está entre os motivos que impedem Brasil de atingir meta de redução da mortalidade materna

Falta de mulheres na política agrava Índice de Desigualdade de Gênero no Brasil

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA