Pets também podem ser vítimas de caspa; veja como ajudá-los

A caspa nada mais é que a descamação do couro cabeludo

por Revista do CB 28/02/2015 15:00

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Muitas doenças que incomodam e comprometem a aparência de homens e mulheres são experimentadas pelos animais. A descamação do couro cabeludo, popularmente conhecida como caspa, é exemplo disso e atinge especialmente algumas raças de cães.

O processo de renovação da pele é comum e diário, mas não quando essa eliminação se torna visível. “Isso é sinal de que há algo errado”, assegura a veterinária dermatologista Sabrina Poggiani. Para ela, esse pode ser um sintoma de alguma doença silenciosa. Daí a necessidade de procurar um especialista capaz de identificar as causas da alteração cutânea.

A labradora Tequila sempre teve problemas de pele, especialmente caspa e queda de pelo. Por dia, Walter Silva, dono do cão, chegava a recolher um saco cheio de pelos. “A nossa família atribuía isso à raça dela. Achávamos que era normal”, lembra. Foi somente depois de uma visita ao veterinário que descobriram o motivo: alergia. A pelagem preta e o ambiente quente fazem com que a cachorra sue mais, provocando a descamação. O tratamento recomendado foram banhos semanais com xampu terapêutico, medicamento e mudança na alimentação. “Em 15 dias, a queda já diminuiu. Melhorou muito o problema, mas precisamos manter essa rotina”, conta Walter.

A veterinária dermatologista Fernanda Vianvedell explica que o ideal é direcionar o tratamento, ou seja, levar o pet em um profissional especializado. “Acontece muito de um clínico-geral não identificar o foco, orientar de uma forma e, quando o animal chega ao dermatologista, o problema está agravado.” A caspa pode ter vários motivos, que vão desde oleosidade em excesso causada por fatores genéticos a irritação provocada por algum produto, além de contaminação por agentes infecciosos. “Em todos os casos, é a pele tentando retirar dela o que está fazendo mal.”

O caso de Fred foi mais grave. Quando o shih-tzu foi comprado, aos dois meses, a dona observou o aparecimento de manchas vermelhas na pele dele, parecidas com espinhos. “Coçava muito, o pelo caiu, as bolinhas se espalharam por todo o corpo, mas principalmente na parte inferior. Era como uma sarna. Procurei vários veterinários, a princípio melhorava, mas, três meses depois, voltava”, conta Yone de Andrade. Diante da resistência aos tratamentos, ela decidiu procurar um dermatologista. A orientação também foi o uso de um medicamento com o mesmo princípio ativo do xampu usado pela labradora Tequila.

Alvos

  • Conheça as raças mais propensas a problemas de pele:

Caspa
Basset hound
Cocker spaneil
Dachshund
Labrador
Pastor-alemão
West highland whiter terrier

Sarna
Pitbull
Beagle
Pug
Bulldog
Shih-

Como identificar

Fique ligado
Veja quais são os principais problemas de pele nos cães e como tratá-los:

- Desqueratinização primária: é genética e ocorre em animais com pele muita oleosa. Pode ser tratada com xampus adstringentes ou terapêuticos e com correção da alimentação.
- Desqueratinização secundária: é causada por fatores externos, a partir do contato com substâncias químicas. O tratamento é feito com xampus não alergênicos, adstringentes ou terapêuticos, e com a hidratação da pele. Outra possibilidade são as alterações originadas por agentes biológicos, como bactéria, vírus ou carrapato. O tratamento pode incluir cremes e medicação oral.
- Nutrição deficiente e alimentação inadequada: a troca de ração costuma ser a solução.
- Alteração hormonal: medicação oral e monitoramento de especialista.

Produtos manipulados
Em alguns cachorros existe uma predisposição para a descamação, mas isso nem sempre é o fator determinante. “Tanto cachorros peludos, grandes ou de pelagem curta podem apresentar o quadro”, diz Sabrina Poggiani. Normalmente, o problema pode ser resolvido aumentando a periodicidade de banhos com produtos terapêuticos, mas, em alguns casos, isso pode não ser suficiente.

Remédios manipulados têm sido uma opção para os veterinários que precisam combinar formulações específicas ou mudar a apresentação da medicação. “Nesse campo, abre-se um leque muito grande de opções não disponíveis no mercado e isso permite um tratamento individualizado”, argumenta Sabrina.

Farmacêutica de manipulação veterinária, Luísa Müller trabalha em uma empresa especializada e conta que a procura é grande. Ela atribui o crescimento à diferença de preço e à quantidade do produto — uma vez que venda é feita de acordo com a dosagem. “O valor é cerca de 20% a 40% menor”, informa.

A alternativa aos remédios comerciais é bem aceita pelos veterinários. Fernanda Vianvedell alerta apenas para o perigo de medicar os cães por conta própria. “Não adianta o dono ir até a loja e ter o diagnóstico do balconista, é importante fazer a avaliação médica e comprar somente medicamento com prescrição.”

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