Estudo mostra que é possível prever quais pacientes com lesão renal aguda podem desenvolver problemas graves nos rins

A LRA é uma síndrome clínica com morbidade e mortalidade significativas

11/02/2015 13:00

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De acordo com um estudo publicado no Journal of the American Society of Nephrology, é possível prever quais pacientes com lesão renal aguda (LRA) poderão desenvolver problemas graves nos rins e até mesmo morrer em decorrência deles. No trabalho, Lakhmir Chawla, pesquisador da Universidade George Washington (EUA), Jay Koyner, da Universidade de Chicago (EUA), e a equipe liderada por eles analisaram 77 pacientes com LRA. A intenção era detectar quais deles necessitariam de diálise.

Os estudiosos descobriram que o teste de estresse à furosemida (FST, na sigla em inglês) e a medida da produção da urina podem ajudar os médicos a fazer um diagnóstico precoce do agravamento do quadro. A furosemida é um diurético processado pelos rins e utilizado para avaliar a funcionalidade deles. Quanto mais substância for expelida pelo paciente, melhor o funcionamento do sistema renal dele.

“Nesse protocolo padronizado, fomos capazes de determinar quais pessoas podem ou não necessitar de diálise por insuficiência renal aguda de um a três dias antes do tempo”, disse Chawla. Ele nota que a utilização do FST para avaliar a gravidade da LRA é semelhante ao modelo usado em pacientes com angina cardíaca ou dor no peito, em que marcadores como a troponina são usados em conjunto com um teste de exercício de esforço.

Da mesma forma, quando o FST foi usado com os marcadores de LRA, houve melhora notável nas previsões de doentes que necessitariam da diálise. As conclusões do estudo, entretanto, precisam ser confirmadas e ampliadas para uma amostra maior de pessoas.

A LRA é uma síndrome clínica com morbidade e mortalidade significativas. Os doentes que desenvolvem a enfermidade necessitam, geralmente, de diálise, mas, muitas vezes, os médicos discordam sobre o momento ideal para realizar o procedimento, que é invasivo e tem riscos inerentes. Retardar o procedimento, porém, pode submeter o paciente a consequências graves. Daí a importância de existência de um teste que preveja a probabilidade de a doença progredir para um estágio mais grave.

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