Psicoterapia corporal é utilizada para desestressar e preparar estudantes para as provas do Enem

Alunos do Colégio Santo Agostinho, em Contagem, recebem essa terapia há cinco anos

por Estado de Minas 10/02/2015 14:00

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Projeto Pulsar/Divulgação
Projeto Ônix tem em vista consolidar a base emocional dos jovens para que eles enfrentem bem as provas do vestibular (foto: Projeto Pulsar/Divulgação)
É como diz o ditado: mente sã, corpo são. Não adianta se preocupar com a saúde pensando somente em atividades físicas e alimentação adequada. Seja em casa, no trabalho ou na escola, as indecisões do dia a dia fazem com que as pessoas tenham o nível de estresse muito alto. E para quem acha que os adolescentes, que têm compromisso somente com o estudo, estão livres dessa exaustão, está muito enganado. Os jovens, principalmente os estudantes que sentem a “responsabilidade” de passar em um vestibular, muitas vezes ficam esgotados com tanta pressão que recebem. Para modificar essa sensação, os alunos do Colégio Santo Agostinho, Unidade Contagem, recebem, há cerca de cinco anos, três sessões anuais de terapia corporal com o psicoterapeuta Leonardo Libanio Christo e sua equipe. O programa chamado Pulsar – Projeto Ônix tem em vista a consolidação de uma base emocional firme para aqueles que pretendem fazer o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Em 2009, o colégio ocupava a 354ª posição no ranking nacional do Enem e a 58ª entre as escolas de Minas Gerais. Já em 2013, o Santo Agostinho Contagem ficou com o 95º lugar no ranking nacional e, entre as escolas mineiras, alcançou a 20ª colocação. De acordo com o psicoterapeuta corporal Alexandre Alvarenga, que faz parte da equipe de Leonardo Christo, o trabalho prova que o corpo e a mente estão interligados e precisam estar em perfeita sintonia para que as pessoas consigam ter sucesso em suas atividades. “O projeto ensina aos estudantes técnicas e manobras corporais, que proporcionam diretamente o alívio do estresse de quem o pratica, atuando de maneira expressiva no autoconhecimento tanto psicológico quanto corporal de cada um”, destaca.

O projeto Ônix é feito com as turmas de 3ª série do ensino médio, no decorrer do ano, até outubro, mês em que é realizado o Enem. A técnica é aplicada por meio de três workshops em que os alunos ficam em uma sala, sem a presença de nenhum professor ou responsável. Alexandre explica que cada um deles é promovido de maneira diferente, que trabalham funções bioenergéticas, que “carregam e descarregam” a energia vital do corpo. “No primeiro momento, praticamos a escuta, em que os alunos expõem o que estão sentindo. Muitos são tímidos e não se permitem abertura como essa. Porém, com as falas dos amigos, eles acabam se abrindo. No segundo encontro, realizamos o grauding, exercício que faz o corpo vibrar, por meio de movimentos e sons, como gritos para que o corpo seja descarregado. Já no terceiro, a gente dá uma aula de corpo, para que eles reconheçam quando estão muito tensos. Assim, os estudantes aprendem em si e no outro como tirar esse esgotamento.”

O especialista afirma que esse estresse corporal e psicológico apresentado na vida das pessoas é cultural e é desenvolvido sem que elas percebam. “Nossa educação é voltada muito para a repressão, para criar a imagem perante a sociedade. Quando você fala com uma criança para parar de chorar, ela contém os músculos. E é isso que chamamos de tensão inconsciente, estamos tensionando músculos que você não precisaria e a técnica age justamente expandindo esse sentimento reprimido.”

RESULTADO POSITIVO
José Magno dos Santos Fonseca, supervisor do ensino médio do colégio Santo Agostinho, Contagem, conta que a instituição decidiu aderir ao tratamento devido à indicação de um dos representantes da entidade mantenedora, que conhecia o trabalho do Leonardo Christo. “Com a experiência positiva que recebemos durante os anos, também pretendemos oferecer à turma que irá formar em 2015. Ainda não fechamos quando será o próximo projeto Ônix com os nossos alunos, mas com toda certeza teremos a equipe de psicoterapeutas conosco”, afirma.

A estudante Sarah Giovana Carmona Silva, de 17 anos, conta que foi por meio do projeto que conseguiu alcançar seu objetivo de passar em uma universidade. “O resultado foi tão positivo que passei em 1º lugar do curso de Serviço Social, na PUC Minas, unidade Coração Eucarístico. Ainda passei na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mas preferi ficar em Belo Horizonte.” Sarah aprovou o método, ainda, pelo fato de ter melhorado, não somente sua vida acadêmica, mas também a vida pessoal. “Tinha muita insegurança para fazer provas, principalmente as que contavam com matemática. Porém, melhorei essa questão e hoje consigo me desenvolver bem em exames grandes como o Enem.” O projeto Ônix melhorou ainda o desenvolvimento e a união da turma. “Todo mundo se aproximou mais com esse contato pessoal”, afirma.

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