Avanços tecnológicos trazem mais delicadeza para cirurgias plásticas

Avanços tecnológicos permitem cirurgias plásticas mais sutis, com resultados que chamam a atenção pela leveza

por Zulmira Furbino 16/01/2015 10:00

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Beto Magalhaes/EM/D.A Press
'Minha recuperação foi ótima e, em um mês, estava nova', Carla Calvo, empresária, de 51 anos (foto: Beto Magalhaes/EM/D.A Press)

Letícia Spiller, Glória Pires, Patrícia Pillar, entre outras belas e famosas, já se renderam a uma “esticadinha”. E, como elas, milhares de brasileiras comuns. Desde que Ivo Pitanguy deu a largada para a corrida rumo ao rejuvenescimento e à manutenção da beleza no país, o mundo – e o Brasil – vem se rendendo ao talento de cirurgiões plásticos brasileiros. De lá para cá, o tempo passou e mais recursos, tecnologia e bom senso entraram na pauta dos profissionais do setor, tornando as intervenções mais seguras. Os avanços se traduzem em ações mais sutis, com resultados que chamam a atenção pela delicadeza. Nada de pele esticada em excesso ou de mudanças radicais na aparência. A onda, agora, é quanto mais natural, melhor. Tudo para que a aparência caiba dentro do sonho de beleza de cada pessoa.

Foi o que ocorreu com a empresária Carla Calvo, de 51 anos. Depois de fazer abdominoplastia, há alguns anos, recentemente, ela optou por um lifting facial. “Minha filha ia se casar e resolvi fazer uma plástica no rosto, para estar bem no casamento dela. Esse tipo de intervenção só fica realmente bom se a pessoa opera quando ainda está nova”, explica. Junto ao lifting, Carla fez a cirurgia de pálpebra, também chamada de blefaroplastia. Depois de 15 dias de recuperação, ela aparentava ter 20 anos menos. “Minha recuperação foi ótima e, em um mês, estava nova. A resposta do meu organismo foi muito boa. Tanto que várias pessoas que conheço fizeram a cirurgia depois de mim.”

De acordo com o cirurgião plástico José Eduardo Paixão, que operou a empresária, 90% do seu público são mulheres. “De 10 anos para cá, a cirurgia plástica facial adotou uma abordagem menos agressiva. Antes, o habitual era descolar bastante a pele do músculo. Agora, o procedimento é descolar menos e reposicionar mais o músculo. Se ele está caído, o método é tracioná-lo e recolocá-lo na posição que ocupava anteriormente. Assim, o músculo se fixa no rosto e a retirada de pele é menor.”

Segundo Paixão, com a nova técnica, o resultado fica muito mais natural e o maior risco, que seria a redução da qualidade da pele, cai bastante. “Antigamente, a gente observava que as pessoas que faziam plástica facial ficavam com a expressão esticada. Agora, esse estigma diminuiu e a pessoa fica simplesmente mais bonita”, assegura.

Edesio Ferreira/EM/D.A Press
O cirurgião plástico José Eduardo Paixão diz que a abordagem hoje é menos agressiva (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Também empresária, Rosana Alkmim, de 41, é outra que já optou pela plástica. Há 10 anos, fez uma prótese de silicone, que, recentemente, foi trocada. No futuro, ela não descarta a possibilidade de dar uma esticadinha no rosto. “Agora, aproveitei que faria uma cirurgia para a retirada de um mioma e troquei a prótese, já que um dos meus seios era maior do que o outro e, na época da primeira cirurgia, não se vendiam duas próteses de tamanhos diferentes. Agora eles ficaram iguais”, comemora. Rosana pagou cerca de R$ 10 mil pela prótese e pela cirurgia, e agora comemora os resultados. “Ficou supernatural”, garante. No futuro, além da esticadinha básica no rosto, ela pensa ainda em fazer uma abdominoplastia.

SALTO
Em agosto deste ano, uma publicação da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontou o Brasil como o país que mais fez cirurgias plásticas estéticas em 2013. Ao todo, foram mais de 11,5 milhões de procedimentos em todo o mundo. O Brasil foi responsável por 12,9% deles, cerca de 1,49 milhão. Um dos fatores que contribuíram para que o Brasil alcançasse esse posto foi a alta do poder aquisitivo de parte da população brasileira. Além disso, o aumento do número de cirurgiões plásticos no país levou à redução do preço dos procedimentos, tornando-os mais acessíveis.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a realidade brasileira pode ser aplicada em qualquer localidade do país. Por aqui, os procedimentos mais comuns são lipoaspiração (227.896), mamoplastia de aumento (226.090), mastopexia ou lifting de mama (139.835), abdominoplastia (129.601), blefaroplastia ou pálpebra (116.849). No ano passado, foram realizadas, em Minas Gerais, 180 mil cirurgias. A estimativa para este ano é de um aumento de 20%.

Para o presidente da regional mineira da SBCP, Antônio Carlos Vieira, os principais motivos estão concentrados no aumento da segurança dos pacientes nas cirurgias, alcançado pela modernização tanto das técnicas cirúrgicas quanto dos equipamentos e medicamentos anestésicos, o que permite intervenções bem mais tranquilas do que há 10 anos. “Já estamos na sétima geração das próteses mamárias, por exemplo. Há 10 anos, o número de intercorrências nesse tipo de cirurgia era de 5%, hoje caiu para 0,5%”, sustenta. O aumento no número de cirurgiões plásticos no país também pesou nessa mudança. Hoje, somente em Minas, são 14 serviços de residência médica em cirurgia plástica, cinco deles no interior (Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Uberlândia e Uberaba) e os outros em Belo Horizonte.

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