Estudo comprova que pessoas sem condionamento físco são capazes de exercitarem de bike em topografias acidentadas

Deslocamento de bicicleta em cidades com topografia acidentada, como Belo Horizonte pode ser feito por não-atletas

11/01/2015 14:09

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Jair Amaral/EM/D.A Press
O cardiologista e médico do esporte Marconi Gomes da Silva ressalta que, na bike, o exercício exigido é do tipo moderado, o que gera melhor condicionamento do que a caminhada (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Cento e cinquenta minutos semanais de atividade fisica de intensidade moderada. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), quem alcança essa faixa é considerado fisicamente ativo e quem faz menos é sedentário. O que não quer dizer que seja incapaz de pedalar, pelo contrário. Em estudo sobre o uso de bicicletas em Belo Horizonte, a arquiteta e urbanista Janaina Amorim Dias e os médicos do esporte João Antônio da Silva Júnior e Marconi Gomes da Silva, também cardiologista, mostram que mesmo pessoas com capacidades físicas inferiores, embora com maior dificuldade, não são incapazes de cumprir um percurso, ainda que em cidades com topografia acidentada. A tecnologia atual das bicicletas permite que pessoas menos condicionadas fisicamente tenham condições de usá-las, assim comos os mais ativos. "O que impede essas pessoas de tentar é achar que não vão conseguir. Os sedentários pesquisados conseguiram fazer o mesmo esforço de quem tem o hábito de se exercitar %u2013 a diferença foi que, em pontos mais íngremes, eles ficaram mais desgastados porque têm o coração e a musculatura menos eficientes, o que pode mudar com o hábito de pedalar", explica Marconi. Aderir à bike, portanto, transformaria sedentários em ativos. Estudos sobre frequência e distribuição sócio-demográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal demonstram que são fisicamente ativos os indivíduos que se deslocam para o trabalho ou escola pedalando ou caminhando (por pelo menos uma parte do trajeto), gastando no mínimo 30 minutos diários no percurso de ida e volta. O próprio ambiente urbano, oferece oportunidades para aqueles interessados em se exercitar, praticar esportes, caminhar ou pedalar."O acesso a espaços públicos de qualidade e que tenham instalações recreativas para todas as idades, assim como vias cicláveis e convidativas para caminhada, favorecem tanto o lazer ativo quanto o transporte urbano ativo", explicam os pesquisadores. PEDALAR OU CAMINHAR? De bicicleta ou a pé, em intensidade moderada, a saúde já sai ganhando. Mas a bike, em função do seu peso, e para que não seja necessário descer e empurrá-la em uma subida, exige um esforço a mais. Segundo Marconi, na caminhada, a pessoa pode diminuir o ritmo, mas, para se manter em equilíbrio em cima de uma bicicleta, precisa se esforçar mais. "Mora aí a vantagem. Na bicicleta, a pessoa é forçada a fazer o exercício moderado, e esse é mais efetivo do ponto de vista do condicionamento", explica. A intensidade é relativa. Para se manter ativo e obter ganhos de saúde, bastam os minutos propostos pela OMS. Mas se o objetivo é emagrecer, o treino precisa ser mais puxado. E para quem está sedentário, uma simples caminhada já pode ser uma grande intensidade. Nada que não melhore com a prática. CICLOATIVISMO Nada de carro oficial. Em Londres, vereadores e até o prefeito são proibidos de ter automóveis pagos com dinheiro público. Motoristas, então, nem pensar. Nem táxis são liberados. Ao tomar posse, eles recebem vale-transporte para ônibus, trem e metrô e são avisados das regras: têm o compromisso de usar o transporte público. O prefeito Boris Johnson, no comando desde 2008, aproveitou para atrelar sua imagem à causa do cicloativismo. Ele é constantemente visto pedalando de capacete pelas ruas da cidade, além de aparecer nas propagandas do programa de aluguel de bikes que ele mesmo criou para desincentivar o uso do carro nos deslocamentos diários.

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