Limpeza estética é aliada na hora da desintoxicação

A pele e os cabelos também têm necessidades de desintoxicação. Conheça alguns métodos para se livrar das toxinas

por Revista do CB 06/01/2015 10:00

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A desintoxicação também tem a ajuda de medidas estéticas. Dormir de maquiagem e não fazer limpeza adequada é um pecado comum. “Por vários cuidados que não temos no dia a dia, acabamos intoxicando a pele, que fica cheia de impurezas e com menos propriedade vital”, destaca a dermatologista Joana Costa.

	Carlos Vieira/CB/D.A Press
Brasília já tem salões detox, que trabalham com a ideia de que o cabelo é a porta de entrada para muitas substâncias indesejadas (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Para resolver o problema, é importante estimular o processo de renovação por meio da limpeza. Se ela não for realizada diariamente, vão se acumulando camadas de células mortas e a pele vai adquirindo características negativas, como palidez, tom amarelado, poros abertos e oleosidade. A dermatologista recomenda cinco passos diários para a pele saudável: limpar com sabonete ou gel; tonificar, com tônico de limpeza mais profunda; hidratar; nutrir com produtos específicos, como creme antirrugas, vitamina C, clareador ou outro produto de acordo com a necessidade pessoal; e proteger da exposição solar.

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A renovação completa da pele ocorre em cerca de 30 dias e também pode ser estimulada com o uso de máscaras e tratamentos como o peeling, que envolvem o emprego de ácidos. Também é importante evitar dietas muito restritivas, por elas não fornecem os nutrientes e vitaminas necessárias, provocando queda de cabelo, enfraquecimento da unha, ressecamento da pele etc.

Outra substância indicada para a pele é a argila, que ajuda a tirar impurezas e oleosidade. Ela é um dos componentes da massagem detox, que visa atingir várias funções do organismo, desde a pele ao sistema linfático. São várias etapas, entre elas esfoliação para remover células mortas, uso de argila para atrair as toxinas e drenagem linfática, massagem para estimular o sistema linfático a eliminar a retenção de líquidos e toxinas. A assessoria técnica Ana Flávia Andrade, de 34 anos, é fã da massagem detox, que utiliza até duas vezes por semana. Ela considera que ajuda a desinchar e diminuir a celulite. Ela também faz musculação e spinning, o que garante ainda mais os resultados. Mas, para Ana, a maior vantagem é emocional. “Melhora a ansiedade e o sono”, afirma.

O cabelo, como se sabe, também acumula toxinas. Os fios guardam registros de substâncias consumidas em meses anteriores e podem, inclusive, ser usados em testes para verificar o uso de drogas. A atenção com a pele também vale para o couro cabeludo. A dermatologista Joana Costa afirma que, contrariando o senso comum, o cabelo pode sim ser lavado todos os dias se for oleoso e, se for de normal a seco, em dias alternados. “É importante lavar pelo menos três vezes por semana. Caso contrário, o couro cabeludo vai acumulando impurezas e impede o folículo piloso de respirar e crescer”, afirma. A sujeira também dificulta o recebimento de nutrientes. O condicionador também não pode ser aplicado no couro cabeludo.

Um procedimento para melhorar a saúde dos cabelos é o detox capilar, focado na limpeza do couro cabeludo. “Se ele não estiver saudável, pode ocorrer queda, caspa, poros entupidos e sebo excessivo”, descreve Gabriela Faula, proprietária de um salão que oferece o tratamento. São usados produtos para limpeza sem agredir os fios e prepará-los para receber nutrientes. Os componentes tem propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antioxidantes e calmantes. O processo ajuda a reduzir a oleosidade e a estimular o crescimento.

Veja algumas substâncias tóxicas ou que dificultam o processo de desintoxicação:

sxc.hu / banco de imagens
(foto: sxc.hu / banco de imagens)
Açúcar

O principal problema é o açúcar de alto índice glicêmico, aquele que aumenta rapidamente a quantidade de glicose no sangue. Ele está presente na farinha refinada (em bolos, biscoitos, massas, pão branco), arroz branco, batata inglesa e muitos produtos industrializados, como sucos de caixinha e achocolatados. Em altas quantidades, esse açúcar provoca o efeito de glicotoxidade. “Ele se liga a algumas proteínas, fazendo com que elas, a longo prazo, percam suas funções normais”, explica a nutricionista Gabriela Calsing. Segundo ela, há estudos relacionando o excesso de glicose no sangue de pessoas não diabéticas ao aparecimento de demência na terceira idade. A glicose elevada “desregula” os níveis de insulina, hormônio secretado pelo pâncreas, com importante função no metabolismo dos carboidratos. Resultado: o organismo pode desenvolver resistência à insulina e ficar diabético.

Bebidas alcoólicas
O exagero provoca uma intensa desidratação e o estresse do fígado, que leva dias para se recuperar. O abuso crônico do álcool pode causar gordura no fígado (esteatose hepática) e conduzir à morte (ou fibrose) das células do órgão, a chamada cirrose hepática. “Portanto, o consumo deve respeitar a porção da Organização Mundial de Saúde, que é uma dose para a mulher e até duas para o homem. Essa quantidade não se acumula se a pessoa não beber todos os dias”, avisa a nutricionista. A dose corresponde a cerca de 30ml de destilados, 100ml de vinho ou 300ml de cerveja. Outros problemas são o efeito depressivo provocado após o consumo e a grande quantidade de calorias das bebidas.

Daniel Ferreira/CB/D.A Press
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Cigarro

Apresenta gases tóxicos, como o monóxido de carbono e o tolueno, além de metais cancerígenos, como o acetato de chumbo, o cianeto e o níquel.

Desodorantes antiperspirantes
Contêm sais de alumínio, usados para conter a transpiração. Sem o suor, aumenta o acúmulo de toxinas.

Glutamato monossódico

Tempero artificial que imita o sabor de carnes, comum em salgadinhos e caldo de galinha. Também é conhecido pela sigla MSG. Ele tende a “viciar” as papilas gustativas, deixando outros alimentos menos apetitosos ou sem sabor, e tem grande quantidade de sódio.

Glúten e leite
São proteínas alergênicas de grande tamanho e difícil digestão. O sistema imunológico tenta combater a proteína mal digerida e acaba produzindo radicais livres e moléculas inflamatórias. Em alguns casos, a pessoa pode ter intolerância ao glúten, condição chamada de doença celíaca, ou ao leite, caracterizada pela falta ou diminuição da enzima lactase no intestino.

Gordura

A do tipo saturada é necessária para o nosso organismo, mas, em excesso, pode provocar lipotoxidade (aumento da gordura no sangue e em outros tecidos), com efeitos danosos para o colesterol e para a glicose. A gordura trans não é necessária ao nosso corpo e deve ser retirada da alimentação. Ela está relacionada ao aumento da gordura visceral (perto dos órgãos) e a doenças cardíacas.

Agrotóxicos e hormônios sintéticos

Há evidências de que ambos sejam cancerígenos. Sabe-se que o uso de agrotóxicos diminui os componentes benéficos de vegetais e frutas. Já os hormônios sintéticos são dados a animais para que cresçam rapidamente e produzam mais leite. A ciência ainda estuda se é seguro ingerir a carne e os laticínios derivados desses animais.

Ftalatos
São encontrados principalmente em embalagens plásticas e considerados disruptores ou desreguladores hormonais. Estão ligados à puberdade precoce em meninas e à incidência de câncer de mama. Alguns tipos também são encontrados em recipientes de loção pós-barba, xampus e desodorantes e foram relacionados a problemas na produção de células reprodutoras masculinas. O bisfenol A também é encontrados em plásticos e no revestimento de latas metálicas, e tem malefícios semelhantes aos dos ftalatos.

Chumbo

Presente em itens de maquiagem, como o batom. Existem discussões se haveria um nível seguro para a presença desse metal. Segundo o Breast Cancer Fund, ele está ligado ao câncer e a problemas de aprendizagem.

Fonte: campanha Safe for Cosmetics, Breast Cancer Fund e nutricionista Gabriela Calsing

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