Já parou para pensar em como os pets se sentem no fim do ano?

Ausência do dono pode deixá-los tristes e os fogos costumam amedrontá-los

por Revista do CB 13/12/2014 14:00

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Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Sofia, com sua roupinha de Papai Noel, vira a alegria da casa: movimentação das festas causa ciúmes na shih-tzu de Gorete (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Sofia é uma shih-tzu de 4 anos. Todos os anos, no Natal, ela vira o Papai Noel da família de Maria Gorete Albuquerque, 50 anos. A dentista conta que Sofia é como sua terceira filha. A cadela foi para o atual lar há quatro anos por um pedido da filha Camila Albuquerque, 25 anos. “Camila é como se fosse a mãe biológica dela, mas quem cuida sou eu”, conta Gorete, rindo com a filha. Com roupa vermelha e gorro de Papai Noel, a cadela encanta os convidados na ceia do Natal.

Apesar de todos concordarem que Sofia brilha no Natal, com roupas e babados, a dona confessa que a cadela odeia esta época do ano. “Eu acho que ela sente ciúmes. Damos atenção à casa e aos convidados e ela fica triste”, conta Gorete.

Sofia também tem roupa de festa para o ano-novo. Vestido bege e coleira de pérolas compõem o look da cadela para o réveillon. O único problema da data é que ela morre de medo dos fogos. Gorete gosta de arrumar a mascote nas ocasiões festivas do ano, como carnaval e são-joão. No ano passado, chegou a ganhar um concurso de fantasias promovido pela petshop que frequenta. Como prêmio, recebeu um book de fotos.

O veterinário especializado em comportamento animal Renato Buani recomenda que os donos tomem alguns cuidados no fim do ano. Barulho de fogos, viagens e comidas representam um risco em potencial. “É uma época de comemorações importantes e, assim, algumas pessoas se ocupam demais e acabam se esquecendo dos cuidados com os animais”, explica.

Segundo ele, a ausência do dono é o que mais incomoda os bichos de estimação, pois eles podem sentir abandono e solidão. Por isso, ele recomenda que, antes de viajar, o dono pesquise um bom lugar para deixar o pet, de preferência na casa de um parente. Se não for possível, é importante encontrar um hotel de confiança para evitar que o bicho volte com algum trauma.

Quanto aos fogos, Renato recomenda que os humanos não recompensem o comportamento de medo dos animais no momento das explosões. “Não é bom dar carinho, por exemplo, só na hora da explosão, pois isso vai reforçar sempre que ele fique com medo”, esclarece.

Ele sugere que o dono prepare o animal para a situação. Pode-se, por exemplo, deixar a tevê ligada, inclusive em outros dias, para ele ouvir os fogos com intensidade mais baixa. Outra medida seria derrubar propositadamente objetos no chão, o que causa um pequeno susto, mas que não provoca tanto medo.

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