Atendimento multidisciplinar e humanizado aumenta as chances de cura do paciente com câncer

24/11/2014 05:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Cristina Horta/EM/D.A Press
"O foco é o paciente. Temos que amenizar o seu sofrimento e estar preparados para garantir a ele a esperança" - Domingos André Fernandes Drumond, cirurgião do Hospital Felício Rocho (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
“A descoberta de um tumor traz fragilidade para um paciente e sua família, provocando muitas mudanças emocionais. Por isso, não é salutar exercer uma medicina voltada exclusivamente para a doença. A abordagem deve ser humanizada.” Essas são palavras do cirurgião Domingos André Fernandes Drumond, profissional que lida, cotidianamente, com pacientes com câncer no aparelho digestivo. Sua experiência mostra que um atendimento humanizado tem reflexo importantíssimo no resultado do tratamento.

Médico do Hospital Felício Rocho há 34 anos, Domingos André atua também no Instituto de Oncologia, unidade da própria instituição. “Temos nos preocupado com uma abordagem multidisciplinar da doença. O Instituto foi concebido para que o paciente se sinta mais protegido ao ser ouvido por todos os especialistas necessários na condução de seu caso”, garante o cirurgião.

Ele lembra que o avanço da tecnologia na medicina é enorme e, em muitos casos acaba provocando, paradoxalmente, o distanciamento entre médico e paciente. Até mesmo por isso, os profissionais da saúde, diz Domingos André, devem ficar ainda mais atentos ao relacionamento com os pacientes e seus familiares.

“Esse tipo de afastamento entre médico e paciente é ruim, principalmente quando se trata de um paciente oncológico com tantas necessidades. O foco é o paciente. Temos que amenizar o seu sofrimento e estar preparados para garantir a ele a esperança, num contexto de tratamento que lhe dê segurança”, pontua o cirurgião.

Embora não seja suficiente, Domingos André ressalta o papel fundamental que a tecnologia desempenha na realização do diagnóstico e do tratamento. Ele assinala a imensa importância de o Instituto de Oncologia disponibilizar amplos e modernos recursos para estudar e tratar os diferentes tipos de câncer. Isso significa que a instituição está respaldada por uma infraestrutura que inclui laboratórios de patologia, exames de imagens de última geração, serviços avançados de quimioterapia, radioterapia, radiologia e hemodinâmica. Além disso, conta com uma unidade de transplante de medula óssea.

Um dos mais recentes investimentos do Hospital Felício Rocho foi a aquisição do PET-CT, um recurso adicional à tomografia computadorizada e à ressonância magnética, importante no acompanhamento desses pacientes.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA