Atenção, hipertensos: Anvisa aprova primeiro sal sem sódio do Brasil

O alimento funcional pode substituir o sal de cozinha sem perder o sabor. Anvisa destaca que não está aprovado nenhum tipo de alegação de propriedade funcional ou de saúde para o produto em questão

17/11/2014 14:10

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SXC.hu/Banco de Imagens
Sal de cozinha pode ser substituído pelo salgante que tem 0% de sódio (foto: SXC.hu/Banco de Imagens)
Muito utilizado no exterior, brasileiros poderão consumir o primeiro sal sem sódio após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a comercialização do alimento funcional Bio Salgante. O produto permite salgar os alimentos sem oferecer risco aos 30 milhões de brasileiros que sofrem com a hipertensão arterial. Esse número pode ultrapassar os 40 milhões se considerados aqueles que têm a enfermidade, mas não sabem disso.

A consequência mais grave da chamada pressão alta é o infarto do miocárdio. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo de dois gramas por dia de sal, mas no Brasil o consumo chega a 12 gramas/dia.

Redução de sódio em produtos atinge 90% da comida industrializada no país

O produto da empresa Matrix Health foi testado pela Unifesp em ratos sem hipertensão arterial e ratos hipertensos. Com a ingestão da dose equivalente à recomendada pela OMS para ingestão humana de sal comum, após o período que variou entre sete e dez dias, os dois grupos apresentaram aumento da pressão arterial. Já com o Bio Salgante, que é à base de cloreto de potássio, ambos os grupos apresentaram a manutenção da pressão arterial. A empresa diz que o resultado coincide com o conceito atual do consumo de alimentos que propiciem uma redução da ingestão de sal.

Com o sabor bem próximo do sal comum, a única restrição é que o salgante não deve ser submetido a temperaturas superiores a 180 graus. Ou seja, deve passar por um processo de cozimento mais brando. Incialmente, o Bio Salgante só está disponível para venda pela internet.

Posição da Anvisa
O produto Bio Salgante foi registrado em 17 de março deste ano e tem validade até março de 2019, quando o registro precisará ser renovado no Brasil. "Trata-se de um produto enquadrado como novo alimento já que sua formulação é inédita no país em relação à sua composição. Destacamos que não está aprovado nenhum tipo de alegação de propriedade funcional ou de saúde para o produto em questão. Trata-se apenas de uma formulação salgada, mas sem sódio", afirmou a agência reguladora por meio de nota.

Segundo a Anvisa, o salgante foi registrado como novo alimento "por conter ingredientes que necessitavam de avaliação de segurança. Além disso, o regulamento de sal hipossódico somente prevê produtos que contenham cloreto de sódio como ingrediente obrigatório, o que não é o caso deste produto". A agência diz ainda que na  lista de ingredientes estão declarados: cloreto de potássio, realçador de sabor ácido glutâmico, monocloridrato de L-lisina, antiumectante dióxido de silício e iodato de potássio. "Até o momento é o único produto desta natureza registrado no país", reforçou.

A agência alerta que, como qualquer alimento, "a embalagem deve trazer as informações exigidas para alimentos em geral, inclusive tabela de informação nutricional e diz que o registro do produto está em nome da empresa Sanibras".

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