Homem com paralisia volta a caminhar após tratamento revolucionário na Polônia

Os cirurgiões utilizaram células nervosas do nariz do paciente a partir das quais se desenvolveram os tecidos seccionados. A técnica apresentou bons resultados em laboratório, mas nunca havia sido testada com sucesso em um ser humano

por AFP - Agence France-Presse 21/10/2014 10:25

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Foto: BBC
Darek Fidyka é a primeira pessoa no mundo a se recuperar de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral (foto: Foto: BBC)
O búlgaro Darek Fidyka, que ficou paralítico após ser atacado a facadas, voltou a andar graças a um transplante de células nervosas realizado na Polônia, em uma operação sem precedentes. Ele é a primeira pessoa no mundo a se recuperar de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral, segundo um artigo publicado na revista científica Cell Transplantation.

"Para mim, isto é ainda mais impressionante do que um homem caminhando na lua", afirmou o professor Geoffrey Raisman, do Instituto de Neurologia do University College de Londres (UCL).

Fidyka consegue caminhar com um andador, ter uma vida normal e até mesmo dirigir um automóvel, quatro anos depois de ter sido agredido. "Quando começa a retornar, você sente que sua vida começou de novo, como se fosse um renascer. É um sentimento incrível, difícil de descrever", declarou Fidyka ao programa Panorama da BBC, que teve acesso exclusivo ao paciente e aos médicos.

A operação foi realizada por uma equipe médica polonesa, coordenada pelo dr. Pawel Tabakow, da Universidade de Wroclaw. Os cirurgiões utilizaram células nervosas do nariz do paciente a partir das quais se desenvolveram os tecidos seccionados. A técnica, descoberta pela UCL, apresentou bons resultados em laboratório, mas nunca havia sido testada com sucesso em um ser humano.

"Nós acreditamos que procedimento é uma descoberta capital que, se for desenvolvida, constituirá uma mudança histórica para as pessoas que sofrem de ferimentos na coluna vertebral", declarou o dr. Geoffrey Raisman.

A pesquisa foi financiada pela Nicholls Spinal Injury Foundation e pela Fundação Britânica sobre Células Tronco.

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