Ebola: sobe para 14 o número de pessoas isoladas em Madri

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, a epidemia já causou a morte de mais de 3,8 mil pessoas

por Agência Brasil 10/10/2014 10:15

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
O número de pessoas isoladas em observação em dois andares do Hospital Carlos III, em Madri, no âmbito do protocolo de prevenção do ebola, aumentou para 14, informou nesta sexta-feira (10) fonte hospitalar. Segundo a mesma fonte, há um caso confirmado de infecção, o da auxiliar de enfermagem Teresa Romero Ramos, um “caso em investigação” e 12 casos sob exame em razão de contatos de risco.

O número aumentou com a entrada no hospital, durante a noite de quinta-feira (9), de cinco homens e duas mulheres, tendo sido dada alta a um enfermeiro, também nas últimas horas, depois de as análises terem dado negativas. Todos os casos, exceto o da mulher infectada, são considerados assintomáticos, segundo a mesma fonte.

O “caso em investigação” é o de uma enfermeira, que já teve uma primeira análise negativa e espera ainda a segunda, que é realizada normalmente 72 horas após a primeira.

Os casos sob observação, em razão de “contatos de risco”, envolvem o marido de Teresa Romero, cinco outros homens - três médicos, um enfermeiro e um funcionário sanitário - e seis mulheres - duas médicas, duas enfermeiras e duas cabeleireiras. Estas últimas, que deram entrada no hospital nas últimas horas, estão sob observação porque depilaram a paciente infectada, segundo fontes hospitalares.

Não há nova informação sobre o estado de saúde de Teresa Romero Ramos, cuja condição tinha se agravado na manhã de quinta-feira (9). A investigação sobre as circunstâncias da infecção sugere que uma cadeia de erros permitiu o contágio da auxiliar de enfermagem.

Ela admitiu que tocou o rosto depois de retirar a roupa protetora que usou quando entrou no quarto do missionário Manuel García Viejo, o segundo espanhol que morreu por causa do vírus. Ele foi transferido da África e morreu em Madri.

Funcionários sanitários continuam culpando as autoridades pela falta de formação dada às equipes envolvidas na resposta ao ebola. Os servidores têm dúvidas sobre o tipo de roupas protetoras usadas e outros procedimentos.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, de quarta-feira (8), a epidemia já causou a morte de mais de 3,8 mil pessoas. Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri são os países mais atingidos pela epidemia, que também já causou mortes na Nigéria, nos Estados Unidos e na Espanha.

O ebola, que se transmite por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, foi identificado pela primeira vez em 1976. Não existe vacina, nem tratamentos específicos e a taxa de mortalidade é elevada. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA