Pular corda é um excelente exercício para queimar calorias, tonificar músculos e melhorar a coordenação motora

Intercalar a corda com outros exercícios garante mais efetividade à atividade física

por Paula Takahashi 08/10/2014 14:00

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Marcos Michelin/EM/D.A Press
Aula na Cia Athletica: pular corda é considerado um ótimo exercício aeróbico (foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Mais do que uma brincadeira típica dos tempos de criança, pular corda pode ser um ótimo exercício aeróbico para quem está em busca de praticidade aliada à perda de peso. Fácil, de baixo impacto, com custo reduzido e democrática, a prática combina com qualquer lugar, gênero ou idade. E o melhor de tudo: tem efeitos certeiros sobre os quilos indesejados. “Em cerca de 40 minutos de atividade é possível perder até 600 calorias”, garante o professor de lutas Junio Park, da Academia Cia Athletica. Além do tempo, o ritmo é um fator importante para determinar o gasto calórico.

Os resultados incluem benefícios que ultrapassam a eliminação de gordura. “Quem começa a pular corda também terá ganhos, como diminuição da celulite, tonificação muscular das pernas, glúteos, braços, ombros e costas, melhora da coordenação motora e até do equilíbrio”, enumera o preparador físico do Espaço Águas Claras, Christiano Campos. O publicitário Danilo Bistene, de 37 anos, garante que a corda proporciona todas as vantagens apresentadas. “Há um ano e meio fiz uma reeducação alimentar e comecei a praticar atividades físicas. Nesse tempo já perdi 14 quilos e garanto que a maior parte do resultado veio do hábito de pular corda”, afirma.

No início, 30 pulos já o deixavam cansado. “Fui ganhando condicionamento e gostando. Cheguei a dar 5 mil pulos em 90 minutos, e hoje mantenho a frequência de 1 mil a cada 10 minutos”, conta Danilo, que tem a seu favor um contador de pulo acoplado à corda. O desafio de superar limites e atingir novas metas também foi estimulante para o publicitário. “Essa questão de superação pessoal também é um grande benefício para mim”, afirma.

PROGRESSIVO
Por trabalhar membros inferiores e superiores, o exercício pode ser considerado bastante completo e uma ótima alternativa para diversificar as atividades aeróbicas mais tradicionais. “Pode intercalar com corrida e bicicleta”, aconselha Christiano. Para os iniciantes, o ideal é dedicar 20 minutos à prática durante, pelo menos, três vezes na semana. “A pessoa pode começar pulando um minuto direto e descansando 30 segundos. À medida que ganha condicionamento, vai intensificando.”

Os intervalos são importantes para quem ainda não tem preparo físico condizente com as exigências da atividade. “No começo as pessoas se cansam muito rápido e começam a errar. Por isso é bom esse descanso”, reconhece Junio. Não só o ritmo, mas a complexidade também pode aumentar gradativamente. “Quem já está mais avançado pode pular cruzado, com os pés alternados ou dar salto duplo. Criando novos desafios a pessoa é estimulada a continuar”, afirma Junio.

Começar a intercalar a corda com outros exercícios também pode garantir mais efetividade à atividade física. “Para ficar dinâmico e mais divertido, a pessoa pode pular corda, fazer abdominal e depois voltar para a corda. Pode colocar também flexão”, enumera Junio. O melhor de tudo é que é possível praticar em qualquer lugar, basta levar a corda na mochila. “Tenho alunos que viajam e praticam dentro do quarto de hotel mesmo. É uma alternativa excelente para quem não quer ficar parado”, reconhece Junio.

Apesar de não exigir muito espaço ou condições específicas, é importante pular corda com tênis e evitar fazer a atividade descalço. “É fundamental para diminuir o impacto”, alerta Christiano. Pessoas com sobrepeso acentuado também devem começar aos poucos. “Quem tem problemas na coluna, joelho ou calcanhar deve evitar”, orienta o preparador físico. O publicitário Danilo conta que chegou a ter um princípio de canelite e, por isso, teve que se dedicar ao reforço muscular das pernas, uma possibilidade que pode ser real para outros praticantes também. “Mas depois não tive mais nada”, garante o publicitário, que continua um assíduo praticante do exercício.

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