Com alta incidência, o câncer colorretal pode ser assintomático e suas vítimas surpreendidas por uma situação difícil

29/09/2014 10:06

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 Leandro Couri/EM/D.A Press
Lamounier lamenta: pacientes chegam nos consultórios num estado avançado da doença (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Silencioso, sem sintomas, o câncer colorretal faz milhares de vítimas no país. Mas os números poderiam ser bem diferentes, caso a prevenção fosse uma rotina voltada para esta doença, que deve alcançar, até o final deste ano, a marca de 32,6 novos mil casos, ceifando a saúde de homens e mulheres. Ainda que assintomático, como outros tipos de câncer, o de colorretal é, sim, tratável e, na maioria das vezes, curável, principalmente quando diagnosticado precocemente.

No Instituto de Oncologia do Hospital Felício Rocho – unidade especializada na prevenção e no tratamento do câncer –, uma equipe formada por médicos e outros profissionais da saúde sempre ressalta a importância de se priorizar a prevenção quando o assunto é cuidar de si. É o que enfatiza em entrevista o coloproctologista Paulo César Lamounier.

Existe um desconhecimento da população em relação ao câncer colorretal?

Hoje, a população está ficando mais consciente dos riscos, porém a incidência do câncer colorretal é alta. A colonoscopia, um dos principais exames de rastreamento da doença, vem sendo procurada com mais frequência, além de que médicos de outras especialidades estão encaminhando seus pacientes para os coloproctologistas. Infelizmente, ainda acontece de pacientes chegarem em nossos consultórios num estado avançado da doença, quando temos menos a oferecer. É importante saber que o câncer colorretal é tratável, e tem cura, principalmente na fase inicial. Quando operado precocemente, acompanhado, se necessário, da quimioterapia, que contribui para diminuir a volta da doença, a possibilidade de cura é enorme. A prevenção, então, é a melhor conduta.

Como as pessoas podem ficar alertas em relação à doença?
Um dos alertas pode ser a mudança do hábito intestinal, mas não uma alteração que se mantenha por uma semana ou 10 dias. Ou seja, se o intestino da pessoa funciona normal e regularmente e, de uma hora para outra, fica solto, é preciso consultar o médico. Também merecem atenção o surgimento de sangue e catarro misturados nas fezes, cólicas na barriga, perda de peso sem motivo aparente, anemia (sobretudo em pacientes mais velhos) e, principalmente, o histórico de câncer na família (câncer de intestino, reto, útero, mama, pâncreas, rins, ovário e estômago). Quanto mais próximo o parentesco com alguém que já teve a doença, maiores são os fatores de risco.

E mesmo sem esses sintomas, a partir de que idade se deveiniciar os exames preventivos?
A literatura informa que todas as pessoas na faixa etária, entre 40 e 50 anos, sem história familiar, deve fazer a consulta de prevenção. A partir dos 50 anos, orientamos a colonoscopia preventiva. Se o exame não apresentar alterações e se não houver queixas do paciente, relacionadas à doença, o procedimento pode ser repetido a cada cinco ou sete anos.

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