Seu cão pirou? Saiba como reconhecer os sinais de que os pets precisam de ajuda

Assim como os humanos, os animais sofrem de ansiedade, depressão, estresse e outros distúrbios psicológicos

por Correio Braziliense 27/09/2014 10:00

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Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Cacau, Mia e Kimi relaxam ao som de música clássica: tudo contra o estresse e a agitação (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Sono excessivo, falta de apetite, agressividade. Esses sinais podem significar que o seu cão está sofrendo. Ansiedade, estresse e até depressão são problemas psicológicos que afetam, inclusive, a imunidade do animal, favorecendo a ocorrência de outras doenças. O tratamento precoce é fundamental e o tipo de terapia vai depender do cão e dos sintomas. Para cada disfunção, existem causas e intervenções específicos.

A agressividade, por exemplo, é normalmente causada por fobias, barulhos e traumas, além de ser um fator hereditário. Parte do tratamento é treinar o animal para ser submisso. Em cães depressivos e com sentimentos decorrentes de separação, os bichos são adestrados para agir de maneira independente do dono. Os cães idosos também apresentam problemas comportamentais devido ao declínio cognitivo causado pelo envelhecimento.

“A maioria das doenças comportamentais pode ser resolvida com treinamentos de contracondicionamento”, explica a veterinária Joana Barros. A cura depende do estágio em que a doença foi detectada e do próprio distúrbio. “A disponibilidade e a disciplina dos proprietários são fundamentais”, continua. Segundo ela, é fundamental a colaboração dos donos para recondicionar o cão.

Descobrir o momento exato em que o quadro depressivo se instalou é importante. O problema é demonstrado com alteração nos hábitos, como a perda de apetite, o excesso de sono, a falta de vontade de brincar e passear e até o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). “O animal pode lamber a pata até se ferir, por exemplo, e ficar agressivo”, explica o veterinário Claudio Roehsig, especialista em neurologia.

Ao detectar essas mudanças, o dono deve levar o animal ao veterinário. O profissional vai avaliar se o pet tem alguma doença de pele ou se é mesmo um transtorno obsessivo, que pode ser tratado com ajuda de medicamentos e de um adestrador. Se a doença não for combatida, o animal pode ter complicações na saúde.

“A depressão causa a deficiência de imunidade e ele pode contrair pneumonia, doença de carrapato e outras disfunções. Geralmente, o animal vem a óbito não pela depressão em si, mas pelas complicações que a enfermidade traz”, explica a veterinária Luanna Vieira. Ela aconselha evitar barulhos, traumas e separações para manter o bem-estar do animal.

O estresse dos cães pode ser causado por diversos motivos. A falta de passeio, a separação, o ambiente não adequado, a presença de outro animal na casa (ciúme), uma reforma, barulho excessivo ou companhia desagradável são alguns deles.

Prevenção é tudo
Evitar problemas e distúrbios dos cães é uma atitude que começa desde a escolha do cão. Estude a raça e/ou o comportamento do animal escolhido. Veja se ele tem alguma característica ou problema que exijam cuidados especiais. Certifique-se de que poderá cuidar dele. É preciso perguntar-se, por exemplo: Tenho espaço disponível? Os pets que já tenho em casa poderão conviver com um novo amigo?

Tratamento
O animal, acima de tudo, tem comportamentos e sentimentos próprios. Dessa forma, o tratamento de traumas e distúrbios também será específico para cada cão. De forma geral, as terapias envolvem treinamentos de contracondicionamento e medicamentos, alopáticos ou naturais. Acupuntura e remédios à base de florais também são podem ser benéficos para a saúde mental do pet.

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