Segunda etapa da vacinação contra HPV em BH ainda é dúvida; apenas 21,6% das meninas foram imunizadas até agora

Na primeira etapa, mais de 80% das meninas se protegeram contra o papilomavírus humano

por Estado de Minas 19/09/2014 09:50

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Belo Horizonte conseguiu alcançar a meta da primeira etapa de vacinação contra o HPV. Em março, mais de 80% das meninas entre 11 e 13 anos se protegeram contra o papilomavírus humano, mas o resultado da segunda etapa, que termina no fim do mês, pode não ser como o esperado. Até agora, apenas 21,6% compareceram aos centros de saúde. As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI), Pediatria (SBP), Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) ressaltam a importância da imunização e garantem que a vacina é segura e não está comprovadamente relacionada a efeitos colaterais.
Monique Renne/CB/D.A Press
Autoridades de saúde ressaltam a importância da imunização e garantem que a vacina é segura e não está comprovadamente relacionada a efeitos colaterais (foto: Monique Renne/CB/D.A Press)

O fato é que, em Bertioga, interior de São Paulo, uma menina de 12 anos voltou anteontem ao hospital depois de tomar a segunda dose da vacina contra o HPV. Ela sentiu dores de cabeça e perdeu a sensibilidade nas pernas. Na primeira etapa, 11 jovens tiveram o mesmo problema. As sociedades médicas alegam, no entanto, que não houve registro de eventos adversos graves em mais de 4 milhões de doses aplicadas em todo o Brasil na primeira etapa. Nos EUA, a incidência de efeitos colaterais é de 0,03%. Em geral, observam-se reações locais, como dor, inchaço, vermelhidão, dor de cabeça e febre. O HPV está relacionado a vários tipos de câncer, especialmente o de colo de útero, um dos mais comuns em mulheres. A vacina quadrivalente protege contra quatro tipos do vírus.

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