Manhã gelada, tarde quente e noite fria: mudança de temperatura pode afetar exercícios físicos

A famosa friagem, quando combinada com o corpo quente pós-exercício, pode aumentar o risco de viroses, gripe ou até pneumonia

14/08/2014 15:00

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	Zuleika de Souza/CB/D.A Press
Vítor nada duas vezes ao dia - às 5h e às 16h: vitamina C e agasalho para evitar gripe (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
De manhã, bem cedinho, faz frio de verdade. Na hora do almoço, é calor de verão, nenhuma nuvem no céu, mas é só escurecer que o ventinho gelado volta. Se a mudança brusca de temperatura já é complicada, é também motivo de preocupação para quem faz exercícios físicos bem na hora da transição.

“Para algumas pessoas, passar do quente para o frio pode dilatar os vasos sanguíneos, causando diminuição na pressão sanguínea e, consequentemente, sensação de desmaio e enjoo”, explica o médico especialista em medicina esportiva Getúlio Morato. Os principais sintomas da vasodilatação são o aumento da frequência cardíaca e da sudorese e o aparecimento de pontinhos brilhantes na visão. Se isso acontecer, o ideal é se deitar, ingerir bastante água e evitar açúcares e gorduras, que podem causar vômitos. A variação oposta, do frio para o calor, também tem consequências. As mais comuns são dores musculares e cãibras. Nesses casos, basta fazer exercícios de aquecimento para voltar ao normal.

Outro problema é o risco de contrair doenças. A famosa friagem, quando combinada com o corpo quente pós-exercício, pode aumentar o risco de viroses, gripe ou até pneumonia. Por isso, é preciso usar a roupa certa de acordo com o clima. Mesmo assim, a mudança de temperatura de Brasília não é suficiente para causar um choque térmico, daqueles que travam os músculos. “É preciso uma mudança brusca, de cerca de 30ºC”, explica Getúlio. Por exemplo, pular em uma piscina gelada ao sair de uma sauna ou praticar esportes mal agasalhado quando os termômetros apontam temperaturas negativas.

Mesmo nos dias de frio brasilienses, o ideal é tirar o casaco ao iniciar o exercício. Ao começar, o corpo se esquenta o suficiente para evitar o frio. “Com a temperatura de 15ºC, é possível correr na rua sem agasalho. O importante é recolocar o casaco e a calça ao terminar o exercício, mesmo enquanto suado, para manter a temperatura corporal e evitar que o músculo se resfrie muito rapidamente. Nesses casos, o risco de desenvolver lesões musculares aumenta”, explica o professor de educação física Carlos Simpson.

O estudante Vitor Boaventura, 20 anos, pratica natação e treina duas vezes por dia — às 5h da manhã e às 16h, em uma piscina ao ar livre. No auge do inverno, entrar na piscina, mesmo que aquecida, é um sofrimento. “Eu molho o pescoço para diminuir o choque de entrar na água e começo a nadar bem rápido para aquecer o corpo. É pior na hora de sair. Tenho que me secar e me agasalhar o mais rápido possível para evitar a gripe. O vento é gelado”, conta. Nesta época do ano, a dica de Vitor é tomar vitamina C para aumentar a imunidade e lembrar de aquecer bem os pés.

Hidrate-se!
A hidratação é sempre muito importante na hora do exercício. No calor, o corpo tenta equilibrar a temperatura produzindo o suor — por isso, ingerir líquidos é essencial. No inverno, a água também tem sua função. Como ela tem capacidade de reter calor, aqueles que se mantêm bem hidratados percebem menos as variações de temperatura. Durante a seca, então, quanto mais água, melhor!

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