Baixas temperaturas contribuem para maior incidência da caspa; veja dicas

Especialistas mostram como controlar descamação incômoda e, por vezes, constrangedora

por Lilian Monteiro 13/08/2014 13:30

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Jason Merritt/Getty Images/AFP
O mercado oferece hoje produtos de qualidade que não ressecam o cabelo (foto: Jason Merritt/Getty Images/AFP)
Se não bastassem incomodar, elas nos envergonham. Ninguém merece andar por aí exibindo as indefectíveis caspas. É automático aquela olhada no espelho para ver se não tem uma profusão de flocos brancos sobre a roupa para imediatamente iniciar os famosos tapinhas no ombro para se livrar delas. Para piorar, elas podem aumentar no inverno e, como a tendência é usar roupas escuras, ficam ainda mais em evidência.

A caspa incomoda muitas pessoas e o problema se intensifica nas baixas temperaturas. A dermatologista Ana Cláudia de Brito Soares explica que a caspa é uma das manifestações da dermatite seborreica que piora no clima frio e seco. Nesta época do ano, o ressecamento da pele, pernas e braços é maior, assim como do couro cabeludo. “A tendência é que as glândulas sebáceas produzam mais para evitar a perda de água. Com isso, aumenta a oleosidade e a quantidade de sebo. O couro cabeludo mais oleoso desencadeia a proliferação do fungo Malassezia, que está relacionado com a ocorrência da dermatite seborreica, tendo como uma das manifestações a caspa.”

Ana Cláudia de Brito Soares reforça que o ideal é lavar o cabelo, ainda que seja complicado no inverno, na água mais fria, para não tirar a oleosidade. Se preciso, usar shampoo anticaspa, que tem princípio ativo antifugicida e anti-inflamatório. Ela ressalta que hoje há produtos de qualidade que não ressecam e nem danificam os cabelos. E a terceira medida para se livrar das caspas, indicada pela dermatologista, é não deixar o cabelo úmido. Logo, o secador é o melhor aliado nesta época do ano.

HIDRATAÇÃO
A dermatologista Juliana Neiva, pós-graduada em dermatologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), reforça a mudança na hidratação natural do cabelo que resulta em maior retenção de células mortas na descamação. “A caspa é um distúrbio comum que afeta o couro cabeludo, causando descamação, vermelhidão e aumento da sensibilidade no local. A coceira também é uma queixa comum. Em casos mais severos, crostas e queda de cabelo podem estar presentes. Banhos quentes, maus hábitos de saúde e procedimentos químicos nos cabelos são fatores que provocam ou intensificam o problema.”

Cristina Horta/EM/D.A Press
A dermatologista Ana Cláudia de Brito Soares orienta lavar o cabelo na água mais fria (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Juliana Neiva diz que durante o inverno pode haver um agravamento do quadro devido ao maior ressecamento da pele do couro cabeludo. Baixa umidade do ar, clima seco e banhos quentes e demorados deixam a pele do couro cabeludo mais vulnerável. “Há um aumento da velocidade da renovação celular, ou seja, o acúmulo de células mortas da camada mais externa da pele (extrato córneo). Geralmente, há a presença do fungo Malassezia. Por isso, os cuidados diários com o couro cabeludo, que incluem higienização correta, hidratação e combate antifúngico, são os grandes aliados no combate à caspa.”

O conforto é que há opções e é possível controlar as caspas, que teimam em grudar nas roupas e nos cabelos. O uso de xampus anticaspa dá um efeito de anti-inflamatório, nutre o couro cabeludo e hidrata os fios. É a uma boa opção para evitar a descamação. A alimentação equilibrada contribui, assim como evitar banho quente demais e o uso excessivo de secadores próximos ao couro cabeludo. A caspa é esteticamente desconfortável, por isso é importante cuidar. E lembre-se: tente se manter calma, já que os hormônios do estresse atuam diretamente sobre a glândula sebácea, levando a uma maior produção de sebo e, consequentemente, da caspa.

DICAS

1) Lave os cabelos regularmente com xampu anticaspa: isso vai ajudar a remover a sujeira e todos os resíduos que vão se acumulando, além de evitar a oleosidade excessiva
2) Lave os cabelos com água morna e use produtos adequados ao seu tipo de cabelo
3) Diminua a temperatura do secador e a frequência de uso de chapinhas
4) Evite dormir com cabelos molhados e não abafe o couro cabeludo
5) Procure o médico dermatologista caso não haja controle dos sintomas


Fonte: Dermatologista Juliana Neiva, membro da Academia Americana de Dermatologia

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