Vacina contra hepatite A entra no calendário do SUS

Em Minas e outros 11 estados a dose única já começa a ser ofertada neste mês

por Agência Estado 29/07/2014 13:08

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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (29) que tem como meta vacinar 2,8 milhões de crianças contra a hepatite A. A vacina será incorporada ao calendário nacional e será recomendada em uma dose para crianças maiores de um ano e menores de dois anos.

O investimento para a compra de 5,6 milhões de doses foi de R$ 111 milhões. "O que é suficiente para mais de um ano", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Já foram distribuídas 1,2 milhão de doses a Estados e municípios.

A vacina começa a ser ofertada neste mês em 12 Estados: Acre, Rondônia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em agosto, mais 12 Estados receberão as doses: Amazonas, Amapá, Tocantins, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Janeiro, Santa Catarina e Pará. A partir de setembro, a vacina estará disponível em todo o Brasil, com a chegada em Roraima, São Paulo e Paraná.

Com a incorporação, o Brasil passa a ofertar todas as vacinas recomendadas pela Organização da Mundial da Saúde. A vacina de Hepatite é alvo de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Ministério da Saúde e o laboratório da Merck Sharp e o Butantã. A expectativa é a de que até 2018 a incorporação de tecnologia pelo instituto brasileiro esteja concluída.

Hepatite A e condições sanitárias
A doença é muito comum. "Os casos identificados são a ponta do iceberg", afirmou Barbosa. A doença está relacionada a condições sanitárias precárias. De 1999 a 2013, foram registrados 151.436 infecções. Entre 1999 a 2012, foram 716 mortes. Embora o País tenha reduzido o número de casos, nos últimos anos, há o maior risco de casos graves. "Com a melhora da situação sanitária, o contato com o vírus foi retardado. E quanto mais tarde o contato, maior o risco de casos graves", explicou Barbosa. A doença infecciosa é provocada por um vírus, que atinge o fígado. Ela é transmitida via oral, por água e alimentos contaminados.

O ministro Chioro atribuiu os dois anos de espera entre a recomendação da vacina e sua efetiva incorporação à consolidação da PDP. "É um investimento que vale a pena. Teremos uma redução significativa de mortes e de número de casos", avaliou o ministro. "Com a mudança do perfil dos pacientes, é preciso estender a vacinação. Isso permitir uma mudança no padrão da doença", completou.

Barbosa observou que, além das negociações sobre a PDP, a incorporação da vacina exigiu um esforço para melhorar a logística. "Tivemos de fazer uma investimento de R$ 50 milhões para rede de frio, responsável pelo armazenamento dos remédios." A Conitec havia recomendado, no início, duas doses. "Verificamos que a capacidade de resposta imunológica foi a mesma, independentemente se são uma ou duas doses", disse Barbosa.

Imunização de grávidas
Este ano, outra vacina será incorporada: a DTP acelular para grávida. A expectativa é de que isso ocorra até o fim do ano. "Seremos o primeiro país da América Latina a usar em gestantes", disse Barbosa.

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