EUA têm recorde de casos de sarampo após prática de evitar vacinas

Os Centros Federais para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) indicaram 288 casos entre 1º de janeiro e 23 de maio

por AFP - Agence France-Presse 30/05/2014 08:26

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O número de casos de sarampo nos Estados Unidos, a maioria dos quais registrado em pacientes que não foram vacinados por motivos ideológicos ou religiosos, atingiu seu maior nível em vinte anos em 2014, informaram nesta quinta-feira autoridades de saúde.

Os Centros Federais para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) indicaram 288 casos entre 1º de janeiro e 23 de maio. Foi o número mais alto desde 1994. Segundo os CDC, quase todas estas infecções afetaram americanos não vacinados que se contaminaram em viagens ao exterior.

"O aumento atual de casos de sarampo é resultado de pessoas não vacinadas, a maioria residente nos Estados Unidos, que contraíram a doença em outros países e trouxeram o vírus para os Estados Unidos", disse Anne Schuchat, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças respiratórias dos CDC.

Ao chegar aos Estados Unidos, o vírus "se transmite em grupos de população nos quais muitos indivíduos não foram vacinados", acrescentou. De acordo com a cientista, a maior parte dos casos começou após uma viagem às Filipinas, que registrou epidemias importantes desde outubro de 2013.

Desses 288 casos, 280 (ou seja, 97%) estão ligados a uma infecção importada de pelo menos 18 países. Mais de um caso em cada sete exigiu hospitalização. Os CDC insistiram em que 90% dos casos de sarampo registrados atingiu indivíduos não vacinados. Nos Estados Unidos, 85% das pessoas que não foram vacinadas citaram razões religiosas, filosóficas ou pessoais para evitar a imunização.

O número de casos de sarampo este ano demonstra a importância da vacinação e a necessidade de garantir que toda a população esteja em dia com suas vacinas, reforçaram os CDC. Os bebês e as crianças pequenas correm mais risco de desenvolver casos graves de sarampo, acrescentaram.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e potencialmente grave, que ainda está muito disseminada em várias partes do mundo. Vinte milhões de pessoas contraem a doença todos os anos no mundo, das quais 122.000 morrem.

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