Pele oleosa é a mais resistente e o aspecto brilhante, apesar de desconfortável, tem solução

Limpeza e produtos adequados podem resolver problema que afeta 70% das brasileiras

por Lilian Monteiro 02/05/2014 10:00

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Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press
Além do clima quente e úmido, que aumenta a sensação de oleosidade, outros gatilhos para a pele brilhar são alterações hormonais (foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Como sentenciou Helena Rubinstein, “não existe mulher feia. Existe mulher descuidada”. Nascida na Cracóvia, em 1872, a polonesa fundou um império de beleza que leva seu nome. Em1896, ela criou os primeiros cremes da história à base da substância emoliente lanolina (gordura extraída da lã do carneiro), fórmula ideal para peles claras submetidas ao sol da Austrália, para onde se mudou em busca de oportunidades.

No século 20, classificou os diferentes tipos de pele (normal, mista, oleosa e seca) e até hoje auxilia, não só a indústria cosmética como médicos, mulheres e homens do mundo todo. Ao selecionar a pele oleosa,que afeta mais de 70% das brasileiras, Helena Rubinstein se tornou uma espécie de “fada salvadora” para quem vive com o rosto brilhando. Como fugir do aspecto engordurado e da sensação de “suja”? Tônicos, oil free, géis, FPS, hidratantes, maquiagem, esfoliantes... O que usar? Qual escolha funciona com esse tipo de pele?

Para acabar com as dúvidas, a dermatologista Ana Cláudia de Brito Soares, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia de Minas Gerais, ensina o bê-a-bá de como alcançar uma pele bonita e saudável. “A pele oleosa é uma queixa frequente de quem vive no clima quente é úmido. Varia de país para país, mas no Brasil grande parcela da população tem pele oleosa. O excesso de oleosidade causa desconforto, mas há produtos efetivos, agentes tensoativos e com ação detergente para manter apele bonita. A rotina tem de ser lavar e higienizar com produtos adequados à pele.”

Ana Cláudia de Brito Soares enfatiza que pessoas com pele oleosa não devem exagerar na remoção da oleosidade ou na limpeza, “porque o excesso faz com que a pele responda produzindo mais óleo, o chamado efeito rebote. E também não pode esfregar demais porque o estímulo produz mais óleo” O lado bom da pele oleosa é que, teoricamente, conforme a dermatologista, ela resseca com mais dificuldade, irrita menos e “apesar de envelhecer, apresenta menos sinais”. Ela ensina ainda que a oleosidade garante certo grau de hidratação.

Clima
A dermatologista explica que, além do clima quente e úmido, que aumenta a sensação de oleosidade, outros gatilhos para a pele brilhar são alterações hormonais, tanto para homens quanto mulheres, principalmente na adolescência, uso de anticoncepcionais, reposição (terapia) hormonal na menopausa, determinadas doenças, como hipertireoidismo. Ana Cláudia diz que “é pouco provável uma influência da alimentação” e que o estresse só afetaria a produção de óleo pela pele, caso “desencadeasse um desequilíbrio hormonal”.

Cristina Horta/EM/D.A Press
Dermatologista Ana Cláudia de Brito Soares, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia de Minas Gerais, ensina o bê-a-bá de como alcançar uma pele bonita e saudável (foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)
Anos atrás até dava para entender um certo pânico diante da pele oleosa, mas faz tempo que ela pode muito bem ficar sob controle, linda, saudável e com a oleosidade equilibrada. Ana Cláudia aponta os caminhos: “Hoje em dia, há produtos específicos. Protetor solar, hidratantes e até maquiagem com formulações que ajudam na absorção do óleo, deixando a pele mais seca e confortável. Na maquiagem, inclusive, há partículas especiais para essa função, com textura leve, bem fina, há o primer, enfim, um verdadeiro arsenal para ninguém se queixar da pele”.

Manual da beleza
Lançamento da Casa da Palavra, o livro Que pele!, da dermatologista Graça Silveira, graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e mestre em clínica médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, traz ao mercado abordagem completa sobre os cuidados com a pele. Com linguagem clara e didática, ela fala de temas tradicionais como espinha, ruga e celulite, além de mostrar o que há no mercado de cosméticos para tratar tudo isso. O leitor vai ter em mãos uma espécie de guia de consulta para ter uma pele bonita, firme e saudável.

Divulgação
(foto: Divulgação)
Como manter uma pele firme e jovem ao longo dos anos? Como posso bronzear a pele mantendo-a realmente protegida? O produto mais caro é o melhor? É um manual para se ter ao alcance quando precisar. E o objetivo não é só apontar para o leitor o que está disponível nas clínicas de estética e consultórios de dermatologia, mas ensiná-lo a entender a linguagem dos rótulos dos produtos, saber qual creme é o melhor para o próprio tipo de pele e a quais procedimentos recorrer para corrigir o que mais o incomoda.

ANOTE AÍ
Esfoliação: a pele oleosa é a que mais precisa desse tipo de procedimento. Portanto, crie uma rotina de esfoliação com duas ou três sessões semanais. Por ser bem resistente, ela aguenta tanto os esfoliantes químicos quanto os mecânicos.

Pontos fortes: é uma pele muito resistente, raramente apresenta alergia a produtos e não tem tendência a rugas.

Pontos fracos: é muito propícia a cravos, poros grandes e espinhas.

A evitar:
quem tem pele oleosa tem de fugir de produtos comedogênicos, ou seja, que contenham emolientes, como manteiga de cacau, óleo mineral, lanolina e petrolato

* Fonte: Livro Que pele!, de Graça Silveira

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