Música provoca boas sensações, controla o emocional e melhora a atenção

A música estimula a produção de substâncias relacionadas ao prazer, além de regular nossos sentimentos e ajudar na concentração. Descubra como ela desenvolve os sentidos e provoca bem-estar

por Carolina Cotta 30/03/2014 08:00

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Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
A brincadeira de Sarah Helena e Carolina Mascarenhas com o tambor é muito mais que fazer barulho. A musicalização precoce ajuda no desenvolvimento do bebê (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Música! “Sem ela a vida seria um erro”(Friedrich Nietzsche). “Depois do silêncio, é o que mais se aproxima de expressar o inexprimível” (Aldous Huxley). “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende” (Arthur Schopenhauer). “É a arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo” (Oscar Wilde). “A música é o verbo do futuro. É o barulho que pensa” (Victor Hugo). “É capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria” (Beethoven). “Onde há música não pode haver coisa má” (Miguel de Cervantes). “A música pode ser o exemplo único do que poderia ter sido – se não tivesse havido a invenção da linguagem, a formação das palavras, a análise das ideias – a comunicação das almas” (Marcel Proust).

Os pensadores dispensam apresentação e os atributos da música, questionamentos. A agradável combinação de ritmo, harmonia e melodia só faz bem. A música anima, refina e afina. Acalma também. Facilita o aprendizado e a concentração, promove interações e desenvolve os sentidos. Não à toa tornou-se um recorrente objeto de estudo para as neurociências. Os cientistas querem compreender como o cérebro reage aos sons. Já está comprovada a capacidade de levar o indivíduo a uma condição biológica, de aspecto imunológico ou cerebral, mais equilibrada. E também sua contribuição para pacientes com doenças orgânicas do cérebro, como o mal de Parkinson, demências ou problemas de natureza psiquiátrica, em função da área onde é processada.

A música pode controlar reações emocionais, facilitar o entendimento de informações cognitivas e induzir a produção de dopamina e serotonina, substâncias relacionadas ao prazer e bem-estar. As notas musicais seriam capazes de aumentar a plasticidade cerebral – para a qual tem muita gente por aí fazendo palavra cruzada. A professora e pesquisadora Betânia Parizzi se dedica ao estudo e ensino de música e cognição e pedagogia da música na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em ciências da saúde, ela desenvolveu um método de musicalização para bebês de seis a 24 meses. “A prática sistematizada envolve refinamento sensorial variado, desenvolve habilidades motoras complexas, alimenta a criança com sonoridades vitais na aquisição da linguagem e em sua capacidade expressiva”, diz.

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Carolina, de 1 ano e meio, não tem tamanho para compreender a contribuição do avô, Pacífico Mascarenhas, para a música mineira. Mas já faz um ano que frequenta o curso de educação musical para bebês oferecido pelo Núcleo Villa-Lobos. Segundo a mãe, Ana Cristina Schu Mascarenhas, de 35, a outra filha, Valentina, hoje com 3 anos, também é estimulada desde os primeiros meses de vida. “Elas convivem com música desde que nasceram. Carolina ama a aula e participa de tudo. Às vezes percebo uma mudança no comportamento mesmo antes da professora começar. Ela adora bater no piano, já sabe soprar a flauta. Acho muito importante essa estimulação”, comenta a produtora de eventos que procurou o curso ao saber de sua contribuição para o desenvolvimento infantil. Alguém duvida?

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