Grupos de atletas estão investindo em competições internacionais

Conhecer outros lugares e pessoas diferentes chama a atenção dos esportistas

09/03/2014 10:45

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Aventurar-se pelas ruas de Belo Horizonte já não é suficiente. Provas em outros estados estão ficando batidas e são raras as novidades. Praticantes de longa data de atividades físicas como corrida, ciclismo, escalada e até triatlo resolveram aumentar o desafio em busca de motivação. Grupos inteiros estão fazendo as malas com destino a competições internacionais concentradas principalmente na América do Sul, Estados Unidos e Europa. A possibilidade de conhecer um percurso novo, encontrar gente de todos os cantos do mundo, passar por paisagens desconhecidas e, de quebra, ainda dar uma esticada no roteiro turístico tem feito muita gente abrir mão de provas menores por aqui para bancar a experiência lá fora.

“As pessoas estão buscando essas alternativas no exterior porque as provas aqui são sempre as mesmas e ter percursos diferentes é importante para motivar o corredor. Por isso muita gente tem preferido participar de menos corridas aqui, juntar o dinheiro e pagar a viagem”, reconhece Ormy Ordoni Vilas Boas, coordenador da equipe de corredores Unimed Minas, do Minas Tênis Clube. Para atender a demanda cada vez maior, o calendário de disputas da equipe inclui duas opções de viagem internacional ao ano, uma em cada semestre. Nesta semana, um grupo de 60 pessoas embarca para Lisboa para participar da meia maratona mais tradicional da capital portuguesa. “Serão 13 dias. Chegamos dois dias antes da largada. No dia seguinte à prova é só turismo”, detalha Ormy.

O contador Sebastião Geraldo Simil, de 68 anos, está na turma e não vê a hora de riscar da lista de desejos a corrida pelas ruas de Lisboa. “Já corri a maratona de Paris e as provas de meia-maratona de Santiago e Buenos Aires. É uma forma de unir o útil ao agradável, que é o amor pelo esporte e a possibilidade de conhecer um lugar novo”, afirma. Se fosse apenas pela corrida, ele confessa que não valeria a pena arcar com os altos custos. “Não é uma viagem barata. Nessa de Lisboa, estou calculando um gasto de R$ 18 mil para duas pessoas já contando tudo. Mas o benefício é grande”, reconhece.


Arquivo pessoal
Sebastião Simil já correu a maratona de Paris e as provas de meia-maratona de Buenos Aires e Santiago. Agora se prepara para Lisboa, na semana que vem (foto: Arquivo pessoal)

A possibilidade de conhecer pessoas de diversos lugares está entre as experiências mais agradáveis para Sebastião. A farra com o grupo que treina debaixo de chuva e sol é outra recompensa. “Brincamos o tempo todo, conhecemos pessoas novas, enfim, é muito gratificante”, afirma o contador. A organização das provas é outro ponto alto das disputas internacionais. “É incrível. Eles montam baias e vão soltando as pessoas aos poucos. Não é como no Brasil, que saem todos juntos. Assim, o corredor consegue fazer os primeiros quilômetros no seu ritmo e não compromete o tempo”, afirma Ormy.

LIMITE - Os padrões de organização certamente estão entre os motivos para o cirurgião-dentista Belini Freire Maia, de 49 anos, topar o desafio da British Columbia Race (BC Race 2014), terceira prova mais difícil do mundo, que começa em 28 de junho em Lynn Valley, próximo a Vancouver, no Canadá. “São sete dias de competição, com média de 60 quilômetros por dia. São trilhas muito técnicas. Se no asfalto essa distância seria vencida em duas horas, lá o campeão fez em seis”, conta Belini. O trajeto serpenteia florestas e leva os competidores ao limite. “Teve um ano que choveu todos os dias e apenas 10 pessoas completaram a prova”, conta. No total, mais de 600 ciclistas de todo o mundo devem se encontrar em junho para viver juntos o que promete ser o maior desafio encarado por Belini. “Só de BH serão umas 15 pessoas”, antecipa.

Arquivo pessoal
'A experiência vou levar para o resto da vida' - Belini Freire Maia, cirurgião-dentista (foto: Arquivo pessoal)

A euforia e o único e exclusivo objetivo de completar a competição sem sofrer corte levam o cirurgião-dentista a uma rotina de treinamento rigorosa. “Estou focado em alimentação, sono e treino. Pedalo de duas a três horas por dia durante a semana e de três a cinco aos sábados e domingos”, conta. Para ele, ter um objetivo bem delineado é fundamental para manter o pique. “Se não for assim, a pessoa não treina e não se estimula. É preciso ter sempre uma competição-alvo para manter essa motivação”, garante. Nada melhor do que ir para um dos “filés” do esporte e ainda aproveitar para dar uma volta por uma das melhores regiões para se viver no mundo. Belini garante que os US$ 2,5 mil pagos apenas para a inscrição no evento valerão a pena. “É um investimento. A experiência vou levar para o resto da vida”, afirma.

Iron Man
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