Programa Celebrar oferece aulas de canto, dança, teatro e oficinas para pessoas com mais de 50 anos

Dados do IBGE apontam que existem 23 milhões de idosos no país e que, em 50 anos, o número de pessoas na maturidade mais que dobrou

por Augusto Pio 21/02/2014 14:15

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Ramon Lisboa/EM/D.A Press
Edelweiss Rabelo Veloso, uma das alunas, diz que se pudesse faria aulas de dança todos os dias (foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
Quem já não ouviu a máxima de que nunca é tarde para recomeçar? A coach e consultora organizacional Milta Rocha ressalta que, ao longo da vida, as pessoas vão fazendo escolhas que atendem suas necessidades. Cuidam da família, cumprem horários e, muitas vezes, abandonam os sonhos em função das obrigações. “Envelhecer é inevitável, se considerarmos que a vida avança com o passar do tempo. É preciso envelhecer com apetite pela vida para desfrutá-la a cada momento, experimentando algo novo, cobrando-se menos, permitindo-se mais. É nessa fase da vida que se podem fazer as escolhas mais desejáveis. Nada de provas, chamadas, punições. Talvez o corpo já não tenha o mesmo ritmo, a mesma força, mas, para a mente, não existem limites. O momento é de celebrar a vida, sem medo de ser feliz. A mente alegre se renova, aprimora e não envelhece, permanece”, afirma Milta.

Com foco nesse público, a especialista lançou em 2013 o Programa Celebrar, que oferece atividades como canto coral, teatro, danças sênior, livre e folclórica, oficina da espontaneidade, história da arte, informática e línguas a pessoas com mais de 50 anos. O cronograma também prevê viagens e passeios para incentivar a sociabilidade e a convivência entre os participantes. Ela esclarece que o objetivo do Celebrar é contribuir para a melhoria da capacidade funcional, da autoestima, da autonomia e da motivação. “Muitos idosos podem amenizar alguns problemas causados pelo tempo e receber inúmeros benefícios, como ajuda na prevenção dos distúrbios provocados pelo envelhecimento”, garante Milta.

A aposentada Maria Batalha revela que sempre teve o desejo de fazer teatro. Aos 76 anos, garante que agora vai realizar seu grande sonho. “Acredito que se tivesse oportunidade de fazer teatro quando nova teria seguido carreira. Acho que agora está tarde para isso, mas posso muito bem me distrair, além de fazer novas amizades. Corri a vida inteira para o trabalho e para a família e não encontrava tempo para mim mesma. Agora, quero realizar meus sonhos de juventude. Quero ter mais consciência corporal, equilíbrio e integração social”, diz. Talita Braga, professora do Celebrar, garante que o teatro permite o autoconhecimento, a perda da timidez, além de desenvolver a expressão vocal e corporal.

Eni Auxiliadora optou por fazer aulas de inglês, sonho antigo interrompido pela família. “Quando concluí o ensino médio quis fazer letras, porém, meu pai não deixou e, por isso, fui fazer magistério. Nunca tive tempo de estudar e agora tenho essa oportunidade no Celebrar. Fiz um curso de espanhol e agora pretendo aperfeiçoar meu inglês”. Marina Dantas, professora de idiomas, diz que esse tipo de aprendizado ajuda a manter a mente em pleno funcionamento, além de melhorar a memória e preservar as habilidades cognitivas.

ENCANTAMENTO
Edelweiss Rabelo Veloso, de 71, é uma das alunas e sempre mostrou interesse pela dança. “Quando ouço uma música, meu corpo quer logo se mexer. Antes, era muito tímida, mas quando cheguei ao Celebrar me encantei com tudo. Tomei coragem e me matriculei na hora. Se pudesse, faria aulas de dança todos os dias. Quando danço me sinto como se estivesse no céu. Libero energia, saio da aula muito leve. A dança faz bem para meu corpo, pois sinto-me mais flexível. Para a minha mente foi transformador, confesso.”

O Programa Celebrar está com matrículas abertas e as inscrições podem ser feitas na Avenida Augusto de Lima, 407, sala 109, Centro. Informações: (31) 3287-8416.

ENQUANTO ISSO...
... Eles já são 23 milhões

O Brasil passa por nova transição demográfica, caracterizada pelo envelhecimento da população. Dados do IBGE apontam que existem 23 milhões de idosos no país e que, em 50 anos, o número de pessoas na maturidade mais que dobrou.

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