Terapia genética ameniza Parkinson

Os sintomas de pacientes com Parkinson melhoraram até 12 meses após a administração do tratamento em todos os pacientes testados

por Correio Braziliense 12/01/2014 16:00

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Injetar genes ligados à produção de dopamina no cérebro de pacientes com Parkinson para recuperar principalmente as perdas da motricidade. A proposta inovadora é de um grupo de pesquisadores franceses e britânicos. Eles realizaram o experimento com 15 pacientes acometidos pelos mal neurodegenerativo e divulgaram os resultados na revista médica The Lancet.

“Os sintomas motores da doença melhoraram até 12 meses após a administração do tratamento em todos os pacientes, mesmo até quatro anos nos primeiros que receberam os cuidados”, declarou Stéphane Palfi, neurocirurgião francês responsável pelo estudo. A terapia genética começou a ser testada em 2008. Para os cientistas, com um período de quatro anos de análises, é possível demonstrar “segurança” e os efeitos “a longo prazo” do método inovador.

Chamado de ProSavin, o tratamento consiste em injetar no cérebro dos pacientes um vírus de cavalo inofensivo para os seres humanos e esvaziado de seu conteúdo original. No lugar, entram os genes AADC, TH e CH1, essenciais para a produção da dopamina, um neurotransmissor que tem as taxas reduzidas em pessoas com Parkinson.

Com a intervenção genética, os 15 pacientes — 12 tratados na França e três no Reino Unido — voltaram a fabricar pequenas doses da substância com regularidade. Três níveis de doses para a injeção foram testados, sendo que o mais forte se mostrou mais eficaz. Palfi acredita que o trabalho “abrirá novas perspectivas terapêuticas para doenças cerebrais”, mas ressalta que, ao longo dos quatro anos de análise, os progressos motores se atenuaram devido à progressão da doença.

Os pesquisadores trabalham, agora, tentando melhorar o desempenho do vetor para que ele possa produzir mais dopamina. O mal de Parkinson, que atinge 1% da população mundial, é causado pela degeneração de neurônios que, entre outras funções, produzem esse neurotransmissor. A expectativa é de que novos testes clínicos sejam realizados ainda neste ano.

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