Uso de corticoides por longos períodos traz riscos para a saúde

Os corticoides melhoram a qualidade de vida de milhares de pacientes alérgicos. Mas o uso dele deve ser feito com cuidado devido aos efeitos do medicamento

por Gláucia Chaves 02/01/2014 13:45

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Para todo alérgico, a palavra “corticoide” tem significado de “alívio”. Izidro Bendet, médico imunologista especialista em patologia clínica do Laboratório Exame, explica que a substância, na verdade, é um hormônio produzido pela glândula suprarrenal. “O corticoide tem várias funções de regulação”, completa. “Ele influi na resposta imune, pois tem atividade anti-inflamatória, por isso, diminui inflamações.” Por ser um dos medicamentos mais usados em crises de alergia, alguns pacientes têm a mania de guardar a receita médica antiga e usar o remédio quando entram em crise novamente, ou mesmo usar o restinho dos medicamentos que sobraram. É aí que mora o perigo: o uso indiscriminado e sem acompanhamento pode acarretar uma série de sintomas, caracterizando a chamada síndrome de cushing. Nesse caso, não só a alergia se torna resistente, como podem vir à tona males sérios, como a diabetes.

A lista de doenças combatidas pelo corticoide é extensa — hepatite autoimune, lúpus eritematoso sistêmico e dermatite atópica são alguns exemplos. Em todas elas, o corticoide é usado para diminuir a resposta imunológica e, consequentemente, a inflamação. De acordo com Bendet, contudo, o remédio só é opção quando anti-inflamatórios não hormonais não surtem efeito. “Ele é fantástico em diminuir a resposta inflamatória, mas, por ser hormônio, o uso constante traz efeitos”, frisa. “O ideal é que se use pelo menor período possível e em baixa dosagem.” Além de diminuir inflamações, o corticoide também reduz a resposta autoimune do paciente — logo, o indivídio fica mais suscetível a infecções.

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