Relaxamento miofascial promete ajudar atletas a se livrar dos incômodos nódulos musculares no pós-treino

Derivado da fisioterapia, o método promete substituir o alongamento tradicional ao abordar os chamados pontos-gatilho de dor - os sensíveis nódulos musculares que tanto prejudicam a parte motora dos atletas

por Correio Braziliense 20/12/2013 12:00

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Chegar, encher a garrafinha d’água, alongar, aquecer e malhar. Essa é a rotina da maioria daqueles que frequentam academias hoje em dia. Porém, esse procedimento pode mudar com a popularização do relaxamento miofascial. Derivado da fisioterapia, o método promete substituir o alongamento tradicional ao abordar os chamados pontos-gatilho de dor — os sensíveis nódulos musculares que tanto prejudicam a parte motora dos atletas.

Zuleika de Souza/CB/D.A Press
O educador físico Wesley orienta a servidora Maristela no uso do foam roller: ela está plenamente satisfeita com os efeitos do treino (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
De acordo com o professor de educação física Wesley Paixão, a técnica lança mão do foam roller, um rolo feito de espuma que auxilia no aumento da amplitude dos movimentos, além de reduzir significativamente as dores nos músculos trabalhados. “Esse método conta com 10 movimentos diferentes, que contemplam a maioria dos grupos musculares envolvidos em atividades físicas”, diz.

O comerciante Adriano Coelho, 29 anos, é praticante de corrida de rua e vem se beneficiando dos efeitos do relaxamento miofascial. Segundo ele, seu rendimento aumentou depois das primeiras semanas de prática. “Eu corria cerca de 20km por dia, e chegava em casa bem cansado, quase esgotado. Hoje em dia, após um mês de relaxamento miofascial, estou correndo cerca de 25km. Quero muito ver o resultado do relaxamento a longo prazo”, diz Adriano, que viu as dores pós-treino diminuírem.

O relaxamento, na verdade, consiste em estimular a fáscia, camada de tecido conjuntivo que envolve músculos, órgãos e até os ossos. No caso de forte estresse muscular, é comum o aparecimento dos nódulos incômodos. “O método trabalha para recuperar a mobilidade entre a fáscia e o tecido muscular, diminuindo as dores e restabelecendo o funcionamento normal do músculo”, explica.

Maristela Ramos Pereira, 45, servidora pública, passou a adotar a técnica antes dos treinos e está muito satisfeita com os resultados. “No primeiro dia, eu senti bastante dor, mas acho que porque meus músculos realmente não estavam bem. Depois, fui sentindo menos dor durante o relaxamento, e mais disposição para realizar os exercícios”, conta.

Ainda segundo a servidora, a sensação de relaxamento evolui a cada dia e contribui muito para o aumento do rendimento do treino. “Com o passar do tempo, a sensação passou a ser próxima à de uma massagem, diminuindo muito a dor que eu sentia no começo”, afirma Maristela.

Contudo, a técnica não é indicada para qualquer um — é válida somente para aqueles que praticam atividades com constância e gozam de boa forma física. Pessoas com hipersensibilidade vascular e à dor, com lesões musculares ou ósseas, ou que façam uso regular de medicamentos anticoagulantes não devem aderir ao relaxamento miofascial, sob o risco de apresentarem piora no quadro.

Na opinião do professor de educação física Antônio Mascarenhas, a miofascial não oferece grandes vantagens em relação ao alongamento tradicional. Porém, para a recuperação pós-exercício, o método traz resultados inéditos. “A fadiga, após o exercício daqueles que realizaram relaxamento miofascial é significativamentemente menor, possibilitando ao atleta estender o tempo e o volume do treino”, garante.

Maristela pretende aprender os movimentos e adquirir um foam roller, para obter os benefícios do relaxamento miofascial fora da academia. “Estou querendo muito comprar um para usar em casa. Tem dias que chego do trabalho tão cansada, estressada e tensa, que o efeito de relaxamento que a técnica traz para todo o corpo me faria muito bem”, diz ela.

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