Ácido salicílico é importante ativo para a indústria cosmética graças a seu poder de 'secar' as espinhas

Extraído da casca do salgueiro, é um excelente inibidor de acne e de oleosidade na epiderme

por Revista do CB 15/12/2013 15:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Minervino Júnior/ENCDF/D.A Press
Vanessa Lima, dermatologista (foto: Minervino Júnior/ENCDF/D.A Press)
As propriedades do ácido salicílico intrigam a humanidade há muito tempo. Há registros de que, já na Antiguidade, a substância, extraída da casca do salgueiro, tinha usos medicinais. O princípio ativo (a salicina), porém, só viria a ser isolado no século 19. Até então, a principal aplicação era como analgésico e antipirético (para abaixar febres). De fato, os sintomas de mal-estar desapareciam, mas os efeitos colaterais da solução oral eram altamente agressivos — o paciente poderia acabar com as paredes do estômago corroídas.

A medicina moderna, contudo, encontrou novas finalidades para a salicina. Hoje, são muitos os cosméticos e dermocosméticos que o encorporam na formulação. O motivo? O ácido salicílico é um excelente inibidor de acne e de oleosidade na epiderme. Além disso, o produto é considerado eficiente para esfoliar a pele, tratar verrugas e suavizar linhas de expressão. Muitos xampus anticaspa também o incluem entre os componentes.

Mais especificamente, o ácido ativa a renovação celular e inibe a produção de sebo (responsável por entupir os poros, o que, por sua vez, causa espinhas). Pelos mesmos motivos, ele é útil para suavizar a aspereza dos cotovelos e é de uso corriqueiro em procedimentos de peeling. Cabe ressaltar que, nesses casos, a concentração será definida de acordo com a necessidade do indivíduo e somente um dermatologista está habilitado a administrar a substância.

Há um mal-entendido de que o ácido salicílico substituiria o ácido retinoico em procedimentos estéticos, por não ser agressivo e não manchar a pele quando exposto ao sol. Segundo a dermatologista Silvana Andrade, somente o retinoico tem a capacidade de regenerar o colágeno da pele, se seu uso for superior a seis meses. O benefício desse outro ácido é comprovado em exames simples — uma biópsia basta para constatar o bom estado do colágeno — e a firmeza superior da pele é visível.

De acordo com a farmacêutica Leandra Sá, os laboratórios têm investido em verdadeiros coquetéis de ácidos com o intuito de aproveitar o que cada um deles oferece de melhor. Assim, temos a junção do salicílico, do retinoico e do glicólico em muitos medicamentos. Não custa alertar: trata-se de ácidos severos, cujo uso prolongado é perigoso, podendo acarretar o afinamento excessivo da pele ou até mesmo queimaduras.

Diferenças entre os ácidos:

  • Retinoico — derivado da vitamina A
Indicado para peles com melasma (pigmentação comum entre grávidas) ou manchas provocadas por sol.

  • Glicólico — derivado da cana-de-açúcar
Indicado para auxiliar a renovação celular.

  • Salicílico — derivado da casca do salgueiro
Indicado para renovar as células superficiais e inibir acnes e verrugas.

Resultados negativos do uso prolongado

» Ácido retinoico: afina a pele e sensibiliza.
» Ácido glicólico: pode provocar irritações e alergias.
» Ácido salicílico: resseca a pele.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE SAÚDE PLENA