Estudo da USP afirma que crianças brasileiras são as menos ativas da América Latina

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) vai investir R$ 16 milhões para estimular a atividade física infantil

por Agência Brasil 11/12/2013 09:57

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SXC.hu/Banco de Imagens
O custo da falta de atividade física pode chegar a US$ 12 bilhões por ano no Brasil (foto: SXC.hu/Banco de Imagens)
As crianças brasileiras são as menos ativas da América Latina, segundo estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP), como parte do projeto global Desenhado para o Movimento. Para mudar esse panorama e a perspectiva de que o país chegue a 2030 com o nível de atividade da população 34% menor do que era em 2002, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com mais três agências da ONU (Unicef, Unesco e ONU Habitat), além de parceiros públicos e privados, vai investir R$ 16 milhões para agitar a criançada.

O representante do Pnud e coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, explica que o mundo passa pelo que ele considera uma epidemia de inatividade física, problema que gera diminuição na expectativa de vida e aumento dos gastos com saúde e redução de produtividade.

“Essa pesquisa mostrou que o mundo está cada vez com menos movimento, mais sedentário e menos ativo. E isso está resultando em consequências de saúde, psíquicas, no desempenho escolar etc. E, no caso do Brasil, uma pesquisa exclusiva mostrou que as crianças brasileiras estão se movimentando menos do que há cinco anos, e, de fato, elas são as crianças com menos atividade física da América Latina. Então é preciso fazer um movimento conjunto, uma série de parcerias, para mudar essa tendência”.

De acordo com o levantamento, o custo da falta de atividade física pode chegar a US$ 12 bilhões por ano, no Brasil. A iniciativa Desenhado para o Movimento foi lançada ontem (10) no Brasil, depois de ser apresentada nos Estados Unidos e no Reino Unido. Chediek informa que a parceria no Brasil já tem cerca de 30 instituições envolvidas, como os ministérios do Esporte e da Educação, além de empresas públicas e privada.

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O objetivo não é recomendar um determinado número de horas por semana dedicadas à atividade física, mas sim incorporar o movimento ao cotidiano (foto: SXC.hu/Banco de Imagens)
“Primeiro, é o momento de criar consciência. Segundo, que esse problema não tem uma solução simples, que precisa soluções múltiplas, porque não é só um assunto das escolas, é também um assunto das cidades, é um assunto da mobilidade urbana, da segurança, então precisamos desenvolver parcerias para resolver esse problema. E, então, o próximo passo é aumentar o compromissos, para que cada organização, dentro da sua possibilidade, contribua para a solução do problema”.

Ele lembra que o objetivo não é recomendar um determinado número de horas por semana dedicadas à atividade física, mas sim incorporar o movimento ao cotidiano. “Nós estamos desenhados para nos movimentar, então precisamos que a atividade física seja constante. A chave é incorporar o conceito da mobilidade em todas as atividades, incluindo a educação, as atividades lúdicas, os jogos”, explicou.

O compromisso é para criar experiências positivas para as crianças se movimentarem mais e se tornarem adultos ativos, integrando a atividade física ao dia a dia, com ênfase nas crianças com até 10 anos. O estudo mundial foi iniciado em 2010 com patrocínio da Nike e enfoca a atividade física como fonte de vantagem competitiva, que pode contribuir para a liderança, produtividade e inovação. Mais informações da campanha estão disponíveis no site www.designedtomove.org.

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