Quatro fatias de pão ou 41 gramas de chocolate? Veja diferença de volume em 200 calorias

Ensaio fotográfico mostra como a quantidade varia de um alimento para outro. As imagens focam a atenção na caloria, mas o consumidor precisa considerar o valor biológico do alimento na hora de fazer a sua escolha

por Valéria Mendes 25/11/2013 15:04

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O que saciaria sua fome? Metade de uma barra de chocolate... (foto: https://www.wisegeek.com/)
Um ensaio fotográfico divulgado pelo site wiseGEEK compara 200 calorias de diversos alimentos. O objetivo é ajudar as pessoas a escolherem melhor o que colocar no prato. Neste ano, o Brasil amargou o resultado de um estudo que mostra que os adultos acima do peso são maioria da população: o excesso atinge 54% dos homens e 48% das mulheres. Para o nutricionista e professor da pós-graduação da universidade Estácio de Sá, Alexandre Aguiar, o trabalho é relevante ao focar na tangente do volume do alimento. “A pessoa pode ver como a quantidade varia numa mesma porção de caloria”, afirma.

 


O especialista explica que o hormônio grelina é produzido pelo estômago quando ele está vazio. “Quando alguém ingere mais volume de alimento, o estômago manda a informação de saciedade para o cérebro”, explica. Segundo ele, um alimento que concentra muita caloria, mas que o volume ingerido é pequeno, a memória do estômago não faz a leitura que a pessoa comeu e vai ser necessário se alimentar de novo. O ensaio compara, por exemplo, o chocolate com o pão integral. No primeiro caso, metade de uma barra pequena contém 200 calorias. No outro, a pessoa poderia comer quatro fatias. Qual opção daria a sensação de saciedade?

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... ou quatro fatias de pão integral? (foto: https://www.wisegeek.com/)
O ensaio também deixa explícito como os alimentos naturais têm muito menos caloria que os industrializados. Isso parece óbvio, mas Alexandre Aguiar afirma que essa dúvida é muito comum nos consultórios de nutricionistas. “A indústria usa a gordura como um belo conservante”, evidencia.

O especialista também ressalta que o corpo não funciona só com caloria. “Os rótulos de alimentos enfocam esse item e os leigos priorizam a contagem de caloria na hora de optar por um ou outro alimento”, diz. No entanto, não é só isso que deve pautar a escolha de ninguém. “Até para a caloria ser produzida, o corpo precisa dos micronutrientes”, reforça.


Segundo ele, é preciso observar quais vitaminas estão sendo oferecidas nos alimentos. A dica é: observe a cor dos alimentos. Uma alimentação colorida tem variação de vitaminas. Os minerais também são essenciais para o corpo. Alexandre diz que as pessoas estão consumindo, ao invés de alimento, produto alimentício. “Essa indústria usa muito refinado e é importante que as pessoas optem pelos alimentos integrais, que têm mais fibras”, diz. O nutricionista diz que o consumo diário de fibra deve variar entre 25 e 30 gramas. “As fibras são boas fontes de minerais como Magnésio, Cobre e Zinco. Só de buscar alimentos integrais as pessoas ingerem não só minerais, mas também vitaminas”, recomenda.

Frutas e verduras também entram na lista de ótima fonte de vitaminas e minerais. “São eles que modulam o metabolismo do nosso corpo e que vão otimizar a caloria (energia) ingerida”, salienta. Para ele, o consumidor não observa muito o valor biológico do que come e acaba caindo no que os especialistas chamam de caloria vazia, ou seja, o valor calórico é alto, mas tem pouca vitamina.