Grupo Sony vai investir no vinil, superado pelo CD e proliferação do MP3

por Estado de Minas 02/07/2017 11:30

TOSHIFUMI KITAMURA/AFP
Lojas japonesas registram aumento da demanda por discos de vinil (foto: TOSHIFUMI KITAMURA/AFP)

Para alegria dos fãs de música, o grupo japonês Sony anunciou que retomará até março de 2018 a produção de vinis. Superados pela criação do CD e a proliferação do MP3, os discos voltaram à moda e a empresa aproveita a oportunidade para retomar a atividade que havia abandonado em 1989. Os vinis serão produzidos em uma fábrica da cidade de Shizuoka, ao Sudeste de Tóquio.

A Sony pretende trabalhar com um catálogo tanto de melodias japonesas populares quanto de sucessos recentes. As lojas especializadas registram uma nova clientela para o vinil, mas a oferta é reduzida no Japão, que tem apenas um fabricante ativo atualmente, a Toyokasei.


“Muitos jovens compram canções que ouviram por streaming, atraídos pela qualidade do som do vinil”, afirmou Michinori Mizuno, diretor da Sony Music.


O número de discos de vinil produzidos no país multiplicou por oito desde 2009. Em 2016, eles somaram cerca de 800 mil unidades, de acordo com a Associação da Indústria Fonográfica (RIA). No melhor momento do vinil, na década de 1970, o Japão fabricava 200 milhões de discos por ano.


Diante do interesse renovado, a Panasonic relançou recentemente a marca de toca-discos Technics e SL-1200, enquanto a Sony comercializa um novo modelo.


A consultoria Deloitte calcula que o volume de negócios do vinil no mundo – discos, aparelhos e acessórios – alcançará US$ 1 bilhão este ano, justamente quando se registra queda nas vendas de CDs e downloads. (AFP)

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