Mano Brown quer trazer a turnê do disco 'Boogie naipe' a BH

Produtora articula 'baile black' do rapper na capital mineira. CD solo do artista chega às lojas em 14 de abril

por Ângela Faria 31/03/2017 11:06
Klaus Mitteldorf/Divulgação
Turnê solo de Mano Brown estreia em maio na capital paulista. (foto: Klaus Mitteldorf/Divulgação)
A data ainda não está fechada, mas BH entrou no radar da turnê Boogie naipe, em que Mano Brown apresenta no palco seu primeiro disco solo, lançado em dezembro de 2016. A assessoria do rapper informa que a produtora Eliane Dias, mulher e empresária do músico, está articulando o ''baile black'' de Brown na capital mineira.
 
A estreia da turnê está marcada para 12 de maio no Citibank Hall, em São Paulo, seguida de shows do rapper – com banda – no Festival Bananada (14/5, em Goiânia) e no carioca Circo Voador (20/5).
 
Em 14 de abril, chega às lojas a versão física de Boogie naipe, cuja pré-venda já começou (link). O digipack custará R$ 29. As 22 faixas estão disponíveis nas plataformas digitais, mas Brown chamou a atenção para um detalhe: o projeto integral, com caprichadas ligações entre as faixas, não pode ser ouvido por todos na internet. Se o assinante do pacote premium do Spotify, por exemplo, tem acesso à integra, quem visita gratuitamente a plataforma escuta canções isoladas. Ou seja, perde o encadeamento das faixas, uma das ''cerejas'' do bolo.
 
Boogie naipe é radicalmente diferente do trabalho de Brown no Racionais. Trata-se de uma espécie de trilha sonora de baile black, com direito a cordas, maestro, arranjos bem-cuidados e faixas dançantes marcadas pela sonoridade soul, disco music e r&b, temperada com funk das antigas e pitadas de samba rock. Com letras românticas, Brown assume o lado cantor, em vez de apenas rimar. Ressalta que seu projeto não é nostálgico, tipo ''hora da saudade''. A ideia é mesclar o som setentista com batidas contemporâneas.
 
O projeto se inspirou na música americana que ele ouviu de dos 7 aos 12 anos, no período de 1977 a 1982, quando ídolos como Marvin Gaye e James Brown estavam vivos. Gaye, Jorge Ben Jor e Cassiano influenciaram o novo trabalho, mas também há referências a letras românticas de Altemar Dutra, Roberto Carlos, Marina e Gilberto Gil, entre outros. A ''soulfrência'' dançante de Brown bateu ponto em praticamente todas as listas dos melhores discos de 2016.
 
Um time de convidados de peso se juntou ao rapper e a seu fiel escudeiro Lino Krizz, coprodutor do álbum: Leon Ware (lenda da Motown, falecido em fevereiro), Seu Jorge, Hyldon, Carlos Dafé, Ellen Oléria, Simoninha, Max de Castro, William Magalhães (Banda Black Rio) e DJ Cia, entre vários outros.
 
Mano Brown promete um novo disco do Racionais, com inéditas e sucessor do elogiado Cores e valores, lançado em 2014, e um documentário sobre a trajetória da banda, com 27 anos de carreira. O longa será exibido no cinema. A longo prazo, também está nos planos do grupo um filme de ficção sobre a banda.

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