Festival Sarará celebra a convivência harmônica e combate o preconceito neste sábado, em BH

Quarta edição traz Ney Matogrosso, Criolo, Tulipa Ruiz, Liniker, MC Carol, Marechal e Gabriel O Pensador ao Parque Municipal

por Walter Sebastião 18/11/2016 08:00

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EULER JUNIOR/EM/D.A.PRESS
Evento pretende se transformar em espaço para público e artistas refletirem sobre a intolerância e seus reflexos na vida pessoal e coletiva. (foto: EULER JUNIOR/EM/D.A.PRESS)

A quarta edição do Festival Sarará, que será realizada neste sábado, 19, no Parque Municipal, terá uma penca de shows. Ney Matogrosso, Criolo, Tulipa Ruiz, Liniker, MC Carol, Marechal e Gabriel O Pensador subirão ao palco. Uma série de atrações está programada, como gaymada, grafite e algumas surpresas. Além de diversão, o evento quer algo mais: se transformar em espaço para público e artistas refletirem sobre a intolerância e seus reflexos na vida pessoal e coletiva.

''A intolerância é a fonte de quase todos os males, tanto das minorias quanto das maiorias'', afirma Carol de Amar, diretora artística do festival. ''Todos nós, em algum momento, somos intolerantes'', acrescenta. Preconceito magoa, gera depressão e violência. ''E é crime'', lembra a produtora.

O remédio para essa doença social, que hoje se espalha como uma espécie de epidemia globalizada, não tem mistério: é a tolerância. ''Exercitada diariamente, como comer ou respirar'', recomenda Carol.

 



''Com uma grade de atrações leve, bem variada e o apoio dos artistas, o Festival Sarará vai mostrar que entretenimento pode falar de coisas importantes'', diz, ressaltando que a discussão de questões importantes para a sociedade não pode se limitar às escolas ou aos círculos políticos.

Em edições anteriores, o Sarará já discutiu amor, respeito e preconceito racial. ''O que se viu foi o público se sentindo bem, orgulhoso de ser o que é, com a autoestima transbordando'', aponta Carol.

Criolo não desiste da fé

''Não podemos perder a fé no ser humano. O bem e as coisas positivas estão aí'', afirma o cantor e compositor Criolo. Ele cita a origem nordestina de sua família, conta que é filho de pai metalúrgico e lembra que nasceu e foi criado numa favela paulistana. ''Às vezes, num dia só, você recebe a visita de infinitas intolerâncias'', diz. Conversar sobre o tema, acredita, já é um passo para enfrentar a discriminação. Nordestinos e moradores de favela convivem diariamente com ela.

Criolo diz que a importância do Sarará está em estimular as pessoas a abraçarem, de forma calorosa, as ideias humanitárias. A arte, acredita, ajuda na reflexão sobre o mundo e as relações humanas. ''Ela nos lembra de que somos seres humanos e podemos fazer coisas lindas, emocionar. Isso faz aumentar a esperança na capacidade da nossa espécie de superar problemas'', diz Criolo.

O rapper interpretará composições dos discos Nó na orelha (2011) e Convoque o seu Buda (2014). Não destaca especificamente uma canção que dialogue com o tema do festival, argumentando que todas as suas músicas, de alguma forma, tocam na questão da tolerância.

Criolo avisa: as participações dos convidados Tulipa Ruiz e Ney Matogrosso darão caráter especial a seu show. ''Ney é uma alma linda, sensível. É maravilhoso'', comenta, feliz com a oportunidade de cantar com o amigo.

 

ATRAÇÕES

» Criolo
» Ney Matogrosso
» Tulipa Ruiz
» Liniker e Os Caramelows
» MC Carol
» Marechal
» Gabriel O Pensador
» DJ Deivid
» Gaymada
» Havayanas Usadas

FESTIVAL SARARÁ 
Amanhã, a partir das 19h. Parque Municipal Américo Renné Giannetti, Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro. Ingressos/3º lote: R$ 140 (inteira) e 
R$ 70 (meia-entrada), com doação de 1kg de alimento não perecível. Informações: www.sympla.com.br. Recomenda-se verificar previamente a disponibilidade de entradas.

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