Dani Black faz show de voz e violão neste sábado na Sala Juvenal Dias

Compositor divide com Milton Nascimento a música 'Maior', tema do personagem de Reynaldo Gianecchini na novela 'A lei do amor', que estreia segunda

por Ana Clara Brant 30/09/2016 10:00

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Paulo Bueno/Divulgação
(foto: Paulo Bueno/Divulgação)
Quem viu as chamadas da próxima novela das 21h da Globo, A lei do amor, já deve ter reparado na voz interessante que canta em dueto com Milton Nascimento. O dono dela – e da música Maior, tema do protagonista Pedro (Reynaldo Gianecchini) – é o cantor e compositor Dani Black.


A canção não reflete apenas um momento do artista, mas de todos os seres humanos, acredita Dani. “Eu sou maior do que era antes/ Estou melhor do que era ontem/ Eu sou filho do mistério e do silêncio/ Somente o tempo vai me revelar quem sou”, diz a letra. “É uma ideologia de vida mesmo, de acreditar na evolução. Quando a gente melhora, sofre menos, entende mais quem realmente é. Evoluir talvez seja o grande sentido da vida”, defende o cantor.


Filho da cantora Tetê Espíndola e do guitarrista Arnaldo Black, desde cedo Dani se acostumou com as notas e acordes musicais. Aos 28 anos, ele acaba de ser indicado pela primeira vez ao Prêmio Grammy Latino – e em duas categorias: canção em língua portuguesa (Maior) e melhor álbum de MPB (Dilúvio). “Só receber essas indicações já foi um reconhecimento enorme, pois é tipo o ‘Oscar da música’. Estou nas nuvens e faço questão de estar lá na premiação, nos Estados Unidos, em novembro”, celebra o artista.


Sábado (1), Dani Black faz show solo na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. O show tem o CD Dilúvio como eixo. Porém, como estará sozinho no palco, “tudo pode acontecer”, adianta. “Sou apenas eu e minha guitarra. Então, tenho liberdade muito grande. Vou tocar as músicas do CD, além de muita coisa que me der na telha. É um show intimista, mas intenso e profundo”, avisa.

ORAÇÃO Ex-integrante do grupo 5 a Seco, Dani é um dos artistas mais gravados de sua geração. Tem composições nos repertórios de Milton Nascimento, Teatro Mágico, Zélia Duncan, Maria Gadú e Elba Ramalho. Aliás, os versos de uma de suas músicas mais belas, Oração (“Olhos nus e atento aos sinais/ Faço fé pra poder ver/ A vida há de ser sempre mais”), batizaram o último álbum e a turnê de Ney Matogrosso, Atento aos sinais.


“Fico muito feliz em ver ídolos cantando as minhas músicas e, ao mesmo tempo, ver que eles estão buscando artistas mais novos, querendo conhecer o trabalho de gente que está aí, despontando. Ser gravado por pessoas de todas as gerações é sinal de que a música é atemporal, não tem idade”, destaca.


Por falar em referência, Bituca é uma das maiores para Dani. O jovem já participou de dois discos em homenagem ao fundador do Clube da Esquina: Mar azul (cantando Travessia) e Mil Tom (Paisagem da janela). “Ele passou de ídolo a amigo. Milton começou a circundar minha vida. Por isso, tinha que fazer parte do Dilúvio. Esse canal ‘miltiano’, ou ‘bituqueiro’, como preferirem, acabou se intensificando. E foi ótimo, porque sou apaixonado por ele”, conclui.

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