Almir Sater leva novo repertório ao Palácio das Artes

O disco AR foi feito em parceria com Renato Teixeira

por Ana Clara Brant 14/07/2016 08:26

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Noemi Melo/divulgação
(foto: Noemi Melo/divulgação)
Não foi à toa que o cantor e compositor Almir Sater escolheu como refúgio para fins de semana e feriados um lugar em que se respira ar puro: sua fazenda na região da Serra de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu. “Aqui é tão especial que é possível até ver a cidade de Bonito”, comenta. Não foi à toa também que o violeiro escolheu como moradia a Serra da Cantareira, considerada o pulmão da capital paulista, e que ele apelidou de “Mato Grosso da Serra”. “É uma mata urbana, mas não deixo de estar perto da natureza, como sempre gostei. Sem contar que é um lugar inspirador e ótimo para compor”, ressalta.

Foi ali que nasceu um projeto feito em conjunto com o seu vizinho e parceiro musical Renato Teixeira. O disco recebeu o nome de AR, que além de se referir ao elemento essencial da respiração, brinca com as iniciais de Almir e Renato. É uma parte do repertório desse álbum, com o qual os artistas receberam neste ano o Prêmio da Música Brasileira na categoria melhor dupla regional, Almir Sater apresenta na noite desta quinta (14) no Grande Teatro do Palácio das Artes.

Com mais de 30 anos de carreira, o cantor e instrumentista tem 10 discos gravados e é considerado um dos mais completos artistas da nossa música. Além das faixas do novo álbum, o sul-mato-grossense vai mostrar clássicos de sua trajetória, como Trem do Pantanal, Um violeiro toca, Tocando em frente e Chalana. “Como faço em todas as minhas apresentações, mostro um pouco de cada momento. Sou um compositor que tem uma bagagem grande, então a gente tem que mostrar de tudo um pouco. Brinco que é o velho show de sempre, mas ele nunca deixa de ser especial e mágico”, afirma o cantor, que tem um carinho especial por BH e pelas Minas Gerais.

“O que seria dos violeiros do Brasil sem Minas? Vira e mexe estou aí, não só na capital, como no interior, já que são mais de 800 municípios. É um povo que faz e gosta da boa música”, opina.

Almir revela que a experiência de AR foi algo inédito tanto para ele e Renato como para o produtor norte-americano Eric Silver, já que foi gravado parte no Brasil e outra em Nashville (EUA). “Foi um jeito bem diferente de gravar. Começamos a fazer as músicas para a gente mesmo e, quando vimos, tínhamos um material inédito que ficou muito bom. O CD foi feito com calma, tranquilidade e celebra a minha parceria com o Renato.”

O álbum passeia por diversas vertentes, como a junção da música rural com o country norte-americano, o bluegrass, rock dos anos 1970, com o purismo da música caipira e da poesia bucólica. O resultado agradou tanto que a ideia é dar continuidade a esse trabalho. “Mas não temos pressa. Vamos esperar um pouco e dar um pouco de ar para esse novo ar”, diverte-se.

O instrumentista, que completa 60 anos em novembro, diz que não programou nada especial para a data, porém provavelmente ela não irá passar em branco. “Se o pessoal lá de casa já comemora quando é uma data quadrada, imagina agora, com 60 anos, que é uma data redonda. Vai ter festa, com certeza.”  

Almir Sater & Banda
Quinta (14/07), às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Ingressos: Plateias I e II: R$ 150 (inteira) e R$75 (meia). Plateia superior: R$ 130 (inteira) e R$ 65 (meia). Informações: (31) 3236-7400 ou www.ingresso.com.

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