João Senise canta Sinatra

Gravado na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, João Senise celebra Frank Sinatra ao vivo (Fina Flor)

por Kiko Ferreira 10/07/2016 10:39

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Aloisio Jordão/Divulgação
O carioca João Senise gravou clássicos do ícone da música americana (foto: Aloisio Jordão/Divulgação)

Americanos fazem. Ingleses fazem. Os punks do Sex Pistols e os metaleiros do Deep Purple também. Cauby fez. E Bob Dylan, por duas vezes. Todo mundo homenageia Frank Sinatra, o maior cantor popular de todos os tempos.

Gravado na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, João Senise celebrando Sinatra ao vivo (Fina Flor) é o terceiro disco do cantor carioca, de 27 anos. Sucessor do ótimo Abre alas, dedicado a releituras de Ivan Lins, o álbum é eficaz como uma boa coletânea. E não procura reinventar a roda.

Com 14 temas, o disco tem direção musical, arranjos, regência e piano de Gilson Peranzzetta, comandante do quarteto que traz a guitarra de Leo Amuedo, o baixo acústico de Zeca Assumpção e a bateria de Ricardo Costa. Mauro Senise se reveza entre sax e flauta na metade das faixas. Os metais da Banda Brass de Pina completam a escalação.

O combo segue as adaptações de Peranzzetta para os hits de Sinatra, num mix de jazz, bossa nova e música brasileira, com a voz segura de João Senise sem temer comparações. O roteiro abre com I won’t dance e se encerra, claro, com New York, New York, passando por The lady is a tramp, Night and day e Strangers in the night, entre outras, com direito à parada jobiniana em Dindi e Insensatez. A pérola negra Áurea Martins reforça a equipe.

Consistente, João Senise celebrando Sinatra reforça a imagem de um jovem artista que já definiu sua praia. E segue firme na tarefa de fazer boa música, sem concessões.

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