Cantora Sara não tem nome, uma das apostas da nova cena musical mineira, estreia na Virada

Artista vai se apresentar na madrugada de sábado para domingo na Praça Afonso Arinos

por Ana Clara Brant 08/07/2016 12:45

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A cantora Sara Alves, de 23 anos, mais conhecida como Sara Não Tem Nome, já teve a oportunidade de participar da Virada Cultural de Belo Horizonte como espectadora e até como produtora de algumas atrações. Este ano, ela finalmente entrou na programação oficial. Às 2h de domingo, a artista sobe ao palco da Praça Afonso Arinos para mostrar seu primeiro disco, Ômega III.

 

Confira aqui a programação completa da virada


“Será muito interessante esse show, porque, além de eu ter a oportunidade de conferir outros artistas que também vão se apresentar ali, a praça é um ponto onde há fluxo muito grande de pessoas, seja do Centro ou do Maletta”, comenta Sara.

Acervo pessoal
A cantora Sara Alves, mais conhecida como Sara Não Tem Nome, apresenta o show Ômega III (foto: Acervo pessoal)

Lançado no fim do ano passado, o CD foi gravado durante a residência artística de Sara no Red Bull Station, em São Paulo. Aborda questões relacionadas à sua adolescência, passada em Contagem, onde ela nasceu, e suas implicações – solidão, melancolia, religiosidade e relações familiares – de maneira non sense, irônica e niilista.

Uma das faixas batiza o disco. Sara conta que a escolha do nome é uma brincadeira com o ômega 3, muito presente nos peixes de água fria, como salmão e sardinha, que faz bem para o desenvolvimento do cérebro. “É como se o meu Ômega III fosse um ótimo alimento para o cérebro e para a alma”, pontua.

VITRINE
A cantora, que começou a compor aos 15 anos, festeja as respostas positivas ao seu trabalho vindas tanto do público quanto da crítica e observa que a Virada não deixa de ser ótima vitrine para divulgá-lo ainda mais.

“O feedback é muito bom, pelo fato de ter sido um trabalho independente, sem nenhuma gravadora por trás, além de todas as dificuldades que enfrentamos. Chegamos a figurar na lista dos melhores discos de 2015. O bacana da Virada Cultural é a chance de gente que me conhece e que não me conhece conferir esse disco”, conclui.

SARA NÃO TEM NOME
Domingo, às 2h. Praça Afonso Arinos, Centro.



ANONIMATO
Não há como deixar de reparar no inusitado nome: Sara Não Tem Nome. A cantora explica que a ideia veio de sua insatisfação com a importância que as pessoas dão a sobrenomes, de onde você vem e qual é a sua família. Essas questões a incomodavam, por deixar o trabalho em segundo plano. “Minha intenção é que as coisas que faço e falo viessem antes disso. Então, essa espécie de ‘anonimato’, ao mesmo tempo, afirma uma identidade, que é o caso do Sara Não Tem Nome, e lida com essas questões de uma maneira irônica, crítica e até cômica”, comenta ela.

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