La Cumbia Negra traz ritmo dançante para show nesta quinta-feira no Distrital do Cruzeiro

Cumbia chegou metamorfoseada no Brasil: ora com acento eletrônico, ora misturada ao rap

por Mariana Peixoto 22/06/2016 10:39

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Euler Junior/EM/D.A.Press
Gerson Barral e Carlos Eduardo Miranda com o "figurino" de La Cumbia Negra (foto: Euler Junior/EM/D.A.Press)

Cumbia é um ritmo dançante presente em toda a América Latina. Ainda que tenha diferentes sotaques em cada país, é bastante popular em todos eles. No Brasil, chegou metamorfoseada: ora com acento eletrônico, ora misturada ao rap.

La Cumbia Negra não é nada disso. “Não é cumbia de lugar nenhum. Tem influência do blues, do rock e da música regional brasileira. A gente não tenta ser uma banda de cumbia legítima”, diz o veterano produtor Carlos Eduardo Miranda, aqui fazendo as vezes de percussionista do combo que reúne instrumentistas de vários lugares e bandas.

Desde segunda-feira, os guitarristas gaúchos Guri Assis Brasil (Pública) e Gabriel Guedes (Pata de Elefante); o percussionista Igor Caracas (Holger) e o baixista Klaus Sena (Felipe Cordeiro), ambos cearenses; e o baterista pernambucano Thiago Guerra (Fresno), além de Miranda, estão em BH para gravar o primeiro álbum do La Cumbia Negra. Até amanhã, eles trabalham no estúdio Ultra Music. Encerrando a curta temporada na cidade, o grupo faz show, também amanhã, no Distrital do Cruzeiro.

Miranda é uma espécie de tiozão no meio da turma. “É uma banda de lazer, feita para a gente ser feliz. Sou velho, então é muito legal a excursão com essa galera. Era sempre a pessoa que mandava as pessoas irem para a van. Agora, sou só o percussionista, sentado lá no banco de trás. Isso renova a gente”, diz ele.

A formação, que não ensaia e permite a troca constante de integrantes a cada show, nasceu em 2013, quando Guri Assis Brasil e Miranda se encontraram num churrasco. Conversa vai, conversa vem, falaram de cumbia. Nascido em Sacramento, na fronteira com o Uruguai, Guri cresceu ouvindo o ritmo. Cada qual trouxe a cumbia de um lugar, mas isso pouco importou. No início de 2014, fizeram seu primeiro show.

“Já tive banda, fiz um disco solo, agora estou fazendo outro. Fiquei pensando sobre ter banda de novo, mas como é de um jeito ‘desconstruído’, em que posso colocar gente quando não puder tocar, ficou mais leve”, comenta Guri. Ele e Gabriel Guedes compuseram a maior parte das 10 faixas. O registro será ao vivo, sem ensaio. “Duas músicas nasceram no último show, que fizemos no sábado. A gente faz tudo na hora e muito rápido, pois todos são muito experientes, acostumados com estúdio. Não tem paranoia e nervosismo, só diversão e alegria”, acrescenta Miranda. Ele não vai participar do show de amanhã, pois tem compromissos em São Paulo. Mas colocou em seu lugar um velho conhecido: o produtor e instrumentista Gerson Barral. Todo mundo estará a caráter, com máscara de luta livre mexicana e camiseta regata.

LA CUMBIA NEGRA
Amanhã, a partir das 20h. Distrital, Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro. Ingressos: R$ 20 (à venda em www.sympla.com.br). Informações: (31) 3284-0709.

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