Prêmio da Música Brasileira, que será entregue hoje, homenageia Gonzaguinha

Além dele, autora do roteiro, Zélia Duncan destaca a coragem do compositor que sabia falar de política e de amor

por Ana Clara Brant 22/06/2016 10:29

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Cristiano Quintino/divulgação
O cantor e compositor Gonzaguinha é uma das vozes mais potentes da música popular brasileira (foto: Cristiano Quintino/divulgação)

O 27º Prêmio da Música Brasileira, que será entregue hoje, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, homenageará Gonzaguinha (1945-1991). Além dele, vai brilhar a cantora e compositora Zélia Duncan, que assina pela terceira vez o roteiro da festa. Ela é recordista de indicações: concorre duas vezes ao troféu de melhor canção, por Antes do mundo acabar (parceria com Zeca Baleiro) e Por água abaixo (Pretinho da Serrinha, Leandro Fab e Fred Camacho), além de disputar as categorias projeto visual (com Simone Mina), cantora de samba e álbum de samba, pelo CD Antes do mundo acabar.

“Vai ser uma noite linda. Os artistas escolhidos pelo Zé Mauricio Machline (idealizador do prêmio) estão muito bem e o texto será todo na primeira pessoa. Essa é a grande diferença dos outros anos e o maior desafio. Fico muito feliz pelas indicações.Trabalho duro, tenho tido muitas alegrias na minha vida. O mais importante é ter espaço e atuar nele com empenho. Os prêmios chegam ou não; o trabalho sempre fica”, destaca Zélia.

Para escrever o roteiro, ela pesquisou vídeos e material na internet sobre Gonzaguinha. O que mais levou em conta foram a forte personalidade do cantor e compositor, as facetas política e romântica de sua obra, além da infância e os últimos anos de vida, passados em Belo Horizonte.

“Sempre ouvi Gonzaguinha. Tenho LPs, CDs. É um universo próximo. Ele tinha um jeito próprio de compor, de fazer soar sentimentos e ideias. Era um cronista e, principalmente, alguém que se ofereceu em sacrifício, falou de si o tempo todo e não media as palavras. A coragem e o talento para revelar nosso cotidiano são o grande e contemporâneo legado de Gonzaguinha. Ele é pessoal. Por isso, sempre vai dizer respeito a todos nós”, ressalta.

A festa será transmitida pelo Canal Brasil, a partir das 20h45, apresentada pelos atores Júlio Andrade e Dira Paes. Júlio, que viveu Gonzaguinha no filme Gonzaga: de pai pra filho, vai voltar a encarná-lo, enquanto Dira será Dina, mãe de criação e madrinha do cantor e compositor.

Com direção musical do maestro João Carlos Coutinho, o evento terá apresentações de Gilberto Gil, João Bosco, Lenine, Elza Soares, Pretinho da Serrinha, Luiz Melodia, Alcione, Ney Matogrosso, Criolo e banda Dônica, entre outros. Porém, a “cereja do bolo” será o show de três filhos de Gonzaguinha. Daniel Gonzaga, Fernanda Gonzaga e Amora Pêra vão cantar Redescobrir.
Roberto Setton/divulgação
"A coragem e o talento para revelar nosso cotidiano são o grande e contemporâneo legado de Gonzaguinha", diz Zélia Duncan (foto: Roberto Setton/divulgação)

EM BH

Amanhã, Zélia Duncan estará em BH. Ela traz ao Teatro Bradesco o show O lado bom da solidão, que marca a estreia do projeto Uma voz, um instrumento. Acompanhada de seu violão, a cantora vai revisitar seu repertório e fazer releituras inusitadas.

“Esse show já existe há algum tempo e se encaixa perfeitamente no projeto, para o qual fui a primeira convidada. Estou feliz com o convite. O formato intimista é sempre sedutor e íntimo, as canções ficam suaves e próximas. É uma delícia conversar e cantar assim, olhos nos olhos”, conclui.

ZÉLIA DUNCAN
Projeto Uma voz, um instrumento. Amanhã, às 21h. Teatro Bradesco. Rua da Bahia, 2.244, Lourdes. Ingressos: R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). Informações: (31) 3516-1360.

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