Selecionada para 'The Voice' inglês, paulista faz 'vaquinha' para bancar viagem

Cantora Gisele Afeche já tentou duas vezes, mas nunca conseguiu participar da versão brasileira do programa. Ela sonha ter Boy George como técnico

por Correio Braziliense 04/06/2016 11:29

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Kelly Petraglia/Divulgação
(foto: Kelly Petraglia/Divulgação)
Fã de Adele, Queen e Beatles, a paulista Gisele Afeche tem o sonho de cantar na terra dos ídolos. Neste ano, a oportunidade bateu-lhe à porta mais uma vez: ela foi selecionada para participar da versão inglesa do reality musical The Voice. Porém, assim como aconteceu em 2015, a cantora não tem condições de arcar com os custos da viagem. Para não viver o bis de sua própria história, Gisele lançou uma campanha de financiamento coletivo na internet e, agora, conta com o apoio de amigos e desconhecidos para que o final seja diferente.

“Eu fui aprovada na primeira preliminar em vídeo no ano passado, mas não consegui ir. Este ano eu fiz de novo, cantando uma música autoral, mas meio sem esperanças. Quando eu passei, fiquei chocada e pensei: ‘não posso não ir. Não posso deixar passar uma segunda chance’”, lembra a paulista. Foi, então, que ela teve a ideia de lançar um financiamento coletivo para tentar arrecadar R$ 4 mil até o próximo dia 8. “Eu já gravei um CD assim e decidi fazer novamente. Alguns amigos haviam dito que queriam me ajudar e essa é uma maneira muito mais fácil e simples. Até quem está longe pode contribuir”, afirma.

Caso consiga fazer a viagem, Gisele vai participar de outras duas audições - uma regional e uma central -, antes de avançar à fase das audições às cegas, onde os jurados ouvem o candidato com as cadeiras viradas. Diferentemente da versão brasileira, no entanto, essas duas primeiras etapas já são televisionadas. A cantora conta que, inclusive, tentou por duas vezes participar do The Voice Brasil, mas nunca foi selecionada. Por isso, escolheu participar do reality na Inglaterra, país em que morou durante nove anos.

Gisele, aliás, tem uma forte relação com a Europa. Além da terra da rainha, ela também já morou em Paris, por oito anos. Na capital francesa, formou-se em Música na renomada Universidade de Sorbonne. Quando voltou ao Brasil, foi trabalhar no Teatro Municipal de São Paulo. Sua carreira musical, no entanto, começou bem antes, aos 17 anos. “Eu era regente de coral. Nunca quis ser cantora. Queria ser pianista e regente. Mas quando fui estudar canto e piano, uma professora disse que eu precisava ser cantora. Então fui correndo fazer o curso. Fiz dez anos de curso em dois”, conta.

Hoje, aos 50 anos, a paulista tem um CD lançado, Mosaicos, e garante ter material inédito para outros três. Com a participação no The Voice, ela espera ganhar mais visibilidade para o trabalho que já realiza. “Eu encaro esses programas como a cereja do bolo. Se você tem a oportunidade, ele mostra seu trabalho para você sair do anonimato. Mas você esperar que o programa te dê tudo é um pouco ilusão. Pode até acontecer, mas é um pouco mais complicado se você chegar no programa e não tiver nenhum material pra mostrar. O objetivo do reality é ser uma janela pra mostrar quem você é”, avalia.

Se conseguir avançar até a fase das audições às cegas, Gisele afirma que pretende escolher o cantor Boy George, ícone pop da década de 1980, como seu técnico. Os objetivos da paulista, porém, vão muito além da música. “Às vezes, a gente desiste de um sonho porque todo mundo diz que eles são impossíveis de acontecer. Pra mim, mais importante do que ganhar o programa é dar uma esperança para as pessoas acreditarem que nunca é tarde para restaurar a esperança”, finaliza.

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