City and Colour chega a BH, em show viabilizado pelos fãs em plataforma digital

O cantor canadense Dallas Green diz que a rede é fundamental para difundir o seu trabalho

por Pedro Galvão 29/04/2016 08:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
ALYSSE GAFKJEN/divulgação
(foto: ALYSSE GAFKJEN/divulgação)
O público pediu e ele veio. Amanhã, o canadense Dallas Green se apresenta pela primeira vez em Belo Horizonte com seu projeto solo City and Colour. O show, no Music Hall, foi possível graças à plataforma on-line Queremos, que permite aos fãs fazerem campanhas e viabilizar shows dos artistas preferidos em suas cidades. A turnê sul-americana, que já passou por Argentina, Chile, São Paulo e Rio de Janeiro, divulga o mais recente álbum do artista, If I should go before you, lançado em 2015.

Dallas é o nome de uma cidade norte-americana, enquanto green significa verde, em inglês. A brincadeira com as palavras foi a forma que o ex-vocalista da banda de hardcore melódico Alexionsfire encontrou para batizar seu projeto pessoal, iniciado em 2004. Com som bem mais leve do que aquele que o grupo tocava, City and Colour logo ganhou destaque mundial com seu “pop folk rock”, dedilhado no violão em melodias bem calmas e até tristes, acompanhadas por letras sobre amor, dor e sentimentos nem sempre positivos.

Se Green repetir os primeiros shows da atual turnê pela América do Sul, o repertório vai contemplar majoritariamente seu último trabalho. No entanto, alguns hits antigos, como The girl e Seeping sickness, estão entre as 18 canções que o artista tocou em Buenos Aires e Santiago no último fim de semana. Dallas evitou adiantar o repertório reservado para BH. Diz apenas que o público “deve esperar uma noite divertida entre amigos e curtir um bom show de rock”.

Em 2015, o City and Colour tocou no Brasil, mas a turnê não incluiu Belo Horizonte. Dallas espera ter tempo para conhecer a cidade. “Geralmente, tiramos algumas horas para descansar depois das viagens, mas tentaremos dar umas voltas e encontrar alguma coisa boa para comer e beber. Talvez possamos ir a museus ou exposições”, afirma.

Assim como na última passagem do artista pelo Brasil, a turnê foi viabilizada pelo Queremos. O site oferece uma plataforma em que é possível votar em artistas que o público deseja receber em sua cidade e ajudar a financiar os shows por meio de crowdfunding e patrocínios. “O Brasil sempre apoiou tudo o que fiz e a internet, definitivamente, ajudou a difundir minha música pela América do Sul com páginas incríveis que dão mais força aos fãs. Isso é incrível”, diz o canadense. Em BH, os apoiadores do site pagaram R$ 80 pela entrada, enquanto a inteira do segundo lote custa R$ 220.

VAQUINHA Queremos surgiu há cerca de seis anos, no Rio de Janeiro, como ação entre amigos que se juntaram para custear shows de artistas vindos do exterior. Na época, o crowdfunding – a “vaquinha eletrônica” – era praticamente desconhecido no Brasil, mas o projeto deu certo, virou empresa e produziu cerca de 100 shows em sete capitais. Belo Horizonte é uma das prioridades da empresa, afirma Pedro Seiler, fundador e diretor artístico do Queremos.

“Desde o começo, percebemos que tínhamos muitas compras de ingresso em BH para eventos no Rio. Por isso decidimos atuar na capital mineira, até por ser uma cidade com cenário bem parecido com o carioca, nem sempre contemplado com shows de rock alternativo”, explica Seiler. Queremos firmou parceria com a produtora mineira Malab.

Apesar da dificuldade de produzir shows internacionais devido à alta do dólar e à crise econômica, Seiler é otimista. “Apostamos em coisas novas e lugares alternativos cobrando preços acessíveis. Por isso, é importante o público apoiar, entrar no site, convidar os amigos, pedir artistas e ir aos shows”, conclui.

CITY AND COLOUR
Music Hall. Avenida do Contorno, 3.239, Santa Efigênia. Amanhã, às 22h. Ingressos: R$ 220 (inteira) e
R$ 110 (meia), à venda no site Sympla (www.sympla.com.br).

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE MÚSICA