Ana Carolina e Seu Jorge fazem show de releituras de sucessos

Onze anos depois, os dois se reencontram nos palcos em apresentação no Chevrolet Hall

por Helvécio Carlos 29/04/2016 08:00

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MANUELA SCARPA/DIVULGAÇÃO
(foto: MANUELA SCARPA/DIVULGAÇÃO)
Onze anos depois do primeiro encontro, Ana Carolina e Seu Jorge retornam ao palco em show que está pronto para conquistar os fãs. No set list, hits da carreira de ambos, incluindo É isso aí, canção responsável pela venda de 300 mil discos do CD lançado no início dos anos 2000, Mais uma vez, que celebra a parceria e regravações que vão do axé (Mal acostumado, do Araketu) ao sertanejo (Talismã, que fez sucesso na voz de Leandro e Leonardo) passando pelo samba (Tiro ao Álvaro, de Adoniran Barbosa) e o pop (Não diga nada, Placa luminosa).

“Sabíamos que precisávamos fazer um show balizado em sucessos e releituras. Temos certeza de que as pessoas estão querendo se livrar dos problemas que afligem todos. O público quer cantar o amor, a fantasia, sair da dificuldade do dia a dia”, afirma Jorge, que, ao lado de Ana, participou de encontro com jornalistas em São Paulo, no início do mês, para divulgar o show. “Ainda não paramos de conversar sobre o repertório. De sugerir músicas um para o outro. É um sofrimento.”

Ana conta que no início dos ensaios para a turnê Seu Jorge apresentou Talismã. “Achei tão bonito ele cantando, com uma emoção tão forte que é só dele que achei melhor não cantá-la. Aí pensei em Mal acostumado, que está no imaginário de todos. Mesmo que você não ouça esse tipo de música, é impossível não cantá-la”, diz ela, que escolheu a composição dois dias antes da estreia da temporada, em São Paulo.

ELETRÔNICA No palco, Ana e Jorge estão acompanhados apenas do DJ Mikael Mutti e do músico Rodrigo Tavares, que dão um viés eletrônico à apresentação. “Já vinha paquerando o gênero. O Mike já fazia a #AC como DJ e nas picapes. DJ Cia trabalha com Jorge. Quando nos encontramos, minha dúvida era se faríamos um show no formato voz e violão ou banda. Como se passaram 11 anos e o momento é outro, preferimos não repetir aquele momento. Pensei: e se colocássemos dois caras, disparando coisas eletrônicas?. Deu certo. Gosto do tratamento que os meninos fazem educadamente do eletrônico”, elogia Ana.

“Optamos por olhar pra frente, dar um passo adiante, testar os nossos limites musicais. Também não queríamos muita gente no palco”, diz Seu Jorge, que acredita na pluralidade da música brasileira e cita DJ Dolores como um produtor que trabalha com toda essa musicalidade. “Acho que está na hora de a música europeia se misturar com a música brasileira.”

No show de estreia em São Paulo, os fãs vibravam com a performance dos dois artistas como se ambos fossem estrelas populares. No caso de Seu Jorge, o reconhecimento pela massa veio do empurrãozinho de Ana, 10 anos atrás. Mesmo assim, Ana recusa o rótulo de madrinha dele. “Se não fosse eu, seria outra pessoa. O Jorge está com o caminho dele traçado.”

O companheiro de Ana na turnê não esconde, contudo, que o sucesso tão explosivo de certa forma sempre o assustou. “As pessoas acham que naquela época havíamos brigado. Mas não. Eu não queria fazer aquele projeto por saber do sucesso da carreira da Ana. Minha carreira era lá fora. O Brasil era onde eu morava e gostava disso. Com esse sucesso estragou tudo”, brincou ele, que hoje fica entre o país e os Estados Unidos, onde mora com a família. “Tive a sorte de Ana na minha vida. A convivência dos dois é pacífica, mas, como reconhecem ter personalidades fortes, nada fica para depois. “Segundo Chico (Buarque), entre parceiros e parceiras não pode haver formalidade. Se tá ruim, tá ruim.”

Ana Carolina & Seu Jorge
Hoje, às 22h, no Chevrolet Hall. Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi, (31) 4003-5588. Arquibancada R$ 200 e
R$ 100 (meia). Mesas setor 1 (4 lugares) – R$ 1.200; setor 2 (4 lugares) - R$ 1.040

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