Cariocas da banda Ponto de Equilíbrio lançam 'Essa é a nossa música', seu novo disco, em BH

No show deste sábado, no Bar do Marcinho, em Macacos, grupo mostra sonoridade mais comercial que vem dividindo a opinião dos fãs

por Kiko Ferreira 08/04/2016 09:57

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João Paulo Racy/Divulgação
(foto: João Paulo Racy/Divulgação)
Em contabilidade e administração de empresas, o ponto de equilíbrio é o ponto em que receitas e custos de um determinado empreendimento empatam. Na cena reggae brasileira, Ponto de Equilíbrio é uma banda carioca, fundada em 1999, que estará em Belo Horizonte, hoje, para lançar seu quarto disco de estúdio, Essa é a nossa música. O show é o segundo da turnê nacional que começou em Belém e passará por Curitiba, Juiz de Fora, São Bernardo do Campo, Rio, Vitória, Porto Alegre, Manaus, Aracaju e Santiago do Chile. Não necessariamente nessa ordem.

Primeiro álbum por uma grande gravadora, a Som Livre, 'Essa é a nossa música' é o disco mais comercial do sexteto. Para o bem e para o mal. Lançado antecipadamente na internet, o disco vem recebendo reações diametralmente opostas. Os fãs mais radicais, que defendem um som mais de raiz, as clássicas roots, bloody roots, chegam a dizer que eles se entregaram ao sistema, breve estarão nas novelas globais e ficaram pop demais. Outra metade adora e se deixa seduzir pelo clima ensolarado e a diversidade de timbres, levadas e facilidades.

De certa maneira, ambos estão certos. A participação de Ivete Sangalo, por exemplo, na romântica Estar com você, séria candidata a ser incorporada ao repertório da rainha do axé, não é exatamente uma opção dentro da linha clássica de uma banda de reggae. E as (boas) parcerias com Emicida em Seu jogo, que fala de amor mas pode ter uma leitura política, e de Gabriel O Pensador, na ensolarada Nossa música, com direito a clipe de praia carioquíssimo, mais contribuem para a diversidade e ampliação de público do que para segurar fãs que defendem instrumental e levadas mais tradicionais.

Por outro lado, são vários os temas que se ligam à história do grupo e aos padrões do gênero. O mais bem resolvido é Dome o medo, gravado com produção do multi-instrumentista italiano Alborosie em seu estúdio na Jamaica. Pra falar de Jah, Direitos iguais, Etiópia sagrada, Chances e Diamante rubi também entram na contabilidade dos acertos. E Peleja, com participação da banda Oriente, Vou me tacar e a política Vida de rastaman (com Alexandre Carlo, do Natiruts), variam sem perder o prumo. Em resumo, entre teres e haveres, um disco que atinge o ponto de equilíbrio.

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