O cantor e compositor Guilherme Arantes comemora 40 anos de ofício

Show acontece no Palácio das Artes, nesta sexta-feira, a partir das 21 horas

por Walter Sebastião 04/03/2016 08:00

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Pedro Matallo/Divulgação
(foto: Pedro Matallo/Divulgação)
Cinquenta e oito canções. É o que promete Guilherme Arantes para o show desta sexta-feira, no Palácio das Artes. “Parece muito, mas tenho muito mais. Alguém sempre pede algo que não está no repertório. São 40 anos de atividades”, avisa o cantor e compositor, explicando que faz vários pot-pourris. “Vai ter montes de lado A, B, C e D. Show longo mesmo”, brinca.


No formato voz e piano, o roteiro do projeto 40 anos de carreira inclui hits e composições de quando ele fazia parte do grupo progressivo Moto Perpétuo, na década de 1970, além de trabalhos pouco conhecidos e músicas gravadas por Roberto Carlos, Caetano Veloso e Elis Regina – todos admiradores do trabalho dele. Mano Brown, do grupo de rap Racionais MCs, é outro fã.

Cruzando toda essa obra está o piano, que Guilherme toca desde os 5 anos. Acrescente-se a busca permanente de “harmonias interessantes”, às vezes submetidas a elaboração minuciosa para ganhar a fluência natural e espontânea cultivada por ele. “Fico tocando sem parar, como um pintor se lambuzando de tintas. Acho importante não intelectualizar a música”, explica. “Sou músico com as limitações de um instrumentista. Fazer letra é suado. Verbalizar a composição musical é outro universo.”

Orgulhoso do que escreveu, Guilherme declara admiração pelo mineiro Chico Amaral, “por ter a leveza das palavras”. Suas canções, explica, vêm do encanto com o piano e com a “harmonia brasileira” – cita Tom Jobim, Johnny Alf, João Donato e Marcos Vale, entre outros. Elas carregam também evocações ao pop melódico de diversas épocas – de Ray Charles, Beatles, Steve Winwood, Elton John e grupos progressivos. “Adoro o Clube da Esquina. Quando comecei, queria ser o Lô Borges”, revela, destacando sua admiração por Wagner Tiso.

INDEPENDENTE
O primeiro disco de Guilherme Arantes é de 1976. O mais recente, Condição humana, foi lançado em 2013. O artista conheceu do sucesso em grandes gravadoras à produção independente, pelo selo Coaxo de Sapo.

“Os anos 1990 foram cruéis com a minha geração”, diz Guilherme. De acordo com ele, a soma de mudanças no mercado (“o marketing venceu”) e novas tecnologias levou à ênfase “na música utilitária”, relativizando a importância de autores que se destacaram na primeira metade dos anos 1970, como Alceu Valença, Djavan, Marina Lima e Lulu Santos, entre outros. “Voltamos à precariedade do início da carreira. A liberdade que o independente traz é boa, você faz o que quer. Porém, é difícil se destacar no contexto virtual, pois você não tem a máquina de outros tempos”, observa.

Para Guilherme, o elogiado Condição humana deu, novamente, significado forte ao seu trabalho junto à crítica. “Hoje, canto melhor, estou tocando e interpretando melhor e mais tranquilo para contar a minha história e a das músicas”, conclui. Seu novo projeto é um filme em que ele toca e fala sobre suas canções.

HITS

>> Amanhã
>> Aprendendo a jogar
>> Brincar de viver
>> Cheia de charme
>> Coisas do Brasil
>> Cuide-se bem
>> Deixa chover
>> Lindo balão azul
>> Meu mundo e nada mais
>> Pedacinhos
>> Planeta água


GUILHERME ARANTES
Show 40 anos de carreira. Nesta sexta-feira, às 21h. Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Plateia 1:
R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia). Plateia 2:R$ 130 e R$ 65. Plateia superior: R$ 100 e R$ 50.

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