Korzus, banda paulista de thrash metal, está de volta à capital mineira

Grupo divide o palco com os gaúchos do Krisiun, no Music Hall, no próximo sábado (20)

por Daniel Seabra 15/02/2016 15:40

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Korzus/Divulgação
"Será um show com muita energia", garante vocalista do Korzus (foto: Korzus/Divulgação)
Depois de mais de 10 anos afastado dos palcos de Belo Horizonte, a banda paulista de thrash metal Korzus está de volta à capital mineira. E desta vez acompanhada por outro grande nome da cena no Brasil, os gaúchos do Krisiun. Esta última, um pouco mais nova, formada em 1990, na cidade de Ijuí e que chega para divulgar seu mais novo trabalho, o disco Forged the fury (2015).

Mas o vocalista do Korzus, Marcello Pompeu, garantiu que quem for ao Music Hall, dia 20, verá uma apresentação de muita força. “Será um show com muita energia, já faz tempo que nao tocamos em Belo Horizonte, e não vamos deixar passar em branco. Acho que a última vez que estivemos por aí foi há uns 12 anos. Faz muito tempo... Na real, nem sei porque demorou tanto... Mas agora é a hora”, frisou.

Pompeu ainda fez questão de elogiar os parceiros de palco, no show do dia 20. “Será muito legal. Já fizemos isso (tocar junto com o Krisiun) em outras oportunidades e foi 10. Temos um respeito mútuo. Não temos tempo para picuinha ou coisa do gênero, nem nós e nem eles. Nosso objetivo é lutar e elevar o metal”, frisou.

Aliás, sobre a cena do metal no Brasil atualmente, Marcello Pompeu, que está no Korzus desde seu início, em 1983, garante que não existe problema na cena. “Está em alta. O problema da cena e do Brasil hoje não é o metal, mas a economia, que reflete em tudo. Fico chateado com aqueles que nada fazem ou fizeram pela cena e ficam na internet metendo o pau, fazendo fofoca e ditando regras disso ou daquilo. Tenho 50 anos de idade, sendo que 33 dedicados, com devoção, ao metal. Tive muitas perdas na minha vida para permanecer na cena e não admito criança mimada, cega ou burra ficar pregando o que é verdadeiro ou falso, denegrindo a imagem dos outros e plantando ódio coletivo”, desabafou.

Krisiun/Divulgação
Krisiun, formada em 1990 na cidade de Ijuí, divulgará seu disco novo 'Forged the fury' (foto: Krisiun/Divulgação)
Sobre o som da banda, o vocalista explica o que mudou desde o primeiro disco, Sonho maníaco (1978). “Começamos com um som rápido, que era chamado de Speed Metal. Nada a ver com o rótulo de hoje em dia. Depois nos enveredamos no Black Metal, numa fase curta, que durou de 86 a 88, quando descobrimos o Thrash Metal. Dai por diante, nunca deixamos o estilo. Korzus, Thrash Metal Old School, música de protesto. Essa é nossa marca, nossa Lei”, disse. “Mudou muita coisa, experiência, qualidade musical e hoje temos uma produção muito melhor que antes. Não dá para comparar a década de 80 com hoje. Houve várias mudanças em nossa formação sim. Essas mudanças, por vezes, atrapalharam um pouco nosso desenvolvimento, e por outras foi solução.... “E isso aí.... Somos felizes na nossa maneira”, disse, explicando.

Pompeu tem, ao seu lado, Dick Siebert (baixo), Rodrigo Oliveira (bateria), Heros Trench e Antonio Araújo (guitarras).

A banda ainda foi homenageada pela Cervejaria Dortmund, que lancou uma cerveja com o nome dele, a Korzus Headbanger Bier, uma stout, bem encorpada. “Bom, a cerva, na real, apareceu do nada para gente... Um intermediário do fabricante nos procurou naquela época que muitas bandas estavam lançando bebidas com suas marcas. Desenvolvemos o paladar e o rótulo. Depois de alguns anos resolvemos dar um tempo com ela, já que as coisas com o intermediário ficaram estranhas. Mas estamos desenvolvendo outra, logo mais teremos novidades”, frisou.

Korzus e Krisiun
Sábado, 20, no Music Hall (Av. do Contorno, 3.239, Santa Efigênia), às 21h. Com abertura de COLT.45. Ingressos a partir de R$ 70 (pista promocional) na Loja Túnel do Rock (Rua Rio de Janeiro, 839, Centro) e on-line https://ticketbrasil.com.br/show/3720-krisiunkorzus-mg/

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