Encontro de Cuícas de Belo Horizonte vai celebrar a cultura popular

Baile da ressaca encerra o Carnaval na capital mineira, neste domingo

por Walter Sebastião 12/02/2016 08:00

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Manoel Marques/divulgação
(foto: Manoel Marques/divulgação)
É a saideira. Domingo à tarde, um baile da ressaca para encerrar o carnaval será celebrado na Praça da Estação. E com uma atração especial: o blocão com cerca de 80 instrumentistas – 25 vão tocar cuíca – formado por integrantes dos grupos Percussão Brasil, Bateria Imperador, Bateria Imperatriz, Pata de Leão e Afoxé Bandarerê.

A turma se mobilizou para realizar o 4º Encontro de Cuícas de Belo Horizonte. No repertório, há maracatu, samba, afoxé, folclore e marchinhas, além de composições novas e antigas de mineiros e de autores de outras partes do Brasil. O evento deixa explícita a declaração de amor à cultura popular.

“Encerrar o carnaval de BH pelo quarto ano traz várias emoções. Para nós, músicos, é a ocasião de comemorar a saúde, o trabalho, as vitórias ou as derrotas e as festas em paz. É como se, a partir de agora, o ano estivesse começando. E tem ainda a tristeza de ver chegar ao fim a nossa maior festa popular”, conta Rafael Leite, criador do Encontro de Cuícas.

O músico é um dos fundadores do Núcleo de Estudos da Cultura Popular (Necup), responsável pelo evento. A entidade nasceu visando estimular o uso de instrumento, que, adverte o professor, anda esquecido em Belo Horizonte. “É preciso renovar as baterias”, observa Leite. A iniciativa mineira já mereceu prêmios da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Liga das Escolas de Samba carioca.

SALVAGUARDA O Necup funciona há três anos. “Nosso objetivo é construir salvaguarda da cultura popular com encontros, conversas e oficinas com os mestres”, conta Rafael Leite. Quem quiser começar a se preparar para o carnaval de 2017 já pode procurar o Necup. Todas as quartas-feiras, das 20h às 22h, o núcleo oferece oficina gratuita de percussão para pessoas de todas as idades.

“É importante conhecer, além de não deixar morrer a cultura que vem da história do nosso povo”, avisa Rafael. “A internet deixa o jovem muito perdido e sem acesso ao que é verdadeiramente nosso. A ancestralidade, a oralidade e a simplicidade da cultura popular nos lembram de quem somos verdadeiramente. Além disso, fazem com que reencontremos quem veio antes de nós e o orgulho de ser brasileiro”, garante Leite.

Criado em família de músicos, ele atua profissionalmente há 20 anos e é mestre de bateria da Acadêmicos de Venda Nova. Nos últimos dois anos, a escola faturou o prêmio de melhor bateria do carnaval na capital mineira. Leite toca também no Salgueiro e na Portela. Motivo de satisfação para ele é constatar que uma penca de músicos formados pelo Necup tem participação ativa nos blocos que revitalizaram o carnaval de Belo Horizonte.

4º ENCONTRO DE CUÍCAS DE BH
Com Bloco da Percussão Brasil, Bateria Imperador, Bateria Imperatriz, Pata de Leão, Afoxé Bandarerê. Domingo, a partir das 16h. Praça
da Estação, Centro. Entrada franca.

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