Festival da UFMG promove shows e oficinas em Belo Horizonte

Festival de Verão surgiu em 2007 e, neste ano, acontece a partir de domingo

por Mariana Peixoto 29/01/2016 08:00

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Leandro Couri/EM/D.A Press
Mamour Ba faz show domingo, às 19h30, no Centro Cultural UFMG (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Quando o Festival de Verão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) surgiu, no início de 2007, o carnaval de Belo Horizonte ainda não havia renascido. Na época, o evento era alternativa cultural para uma cidade famosa por seu marasmo durante a folia. Os anos passaram, o carnaval reviveu, cresceu e se tornou uma força que tomou conta das ruas de BH. Sabiamente, a UFMG resolveu, desde 2015, antecipar em uma semana o seu festival.


Comemorando 10 edições, o Festival de Verão 2016 tem início no domingo. Até 4 de fevereiro, serão realizados shows, oficinas, palestras, exposições e espetáculos no Centro Cultural UFMG, Conservatório UFMG e Espaço do Conhecimento. O tema – Tempo e memória – celebra a primeira década da iniciativa. “A proposta é também promover o diálogo entre todas as áreas do conhecimento”, afirma a coordenadora do evento, Denise Pedron.

As oficinas foram divididas em quatro zonas de interesse: ciências exatas, da terra e tecnologia; ciências da vida e saúde; humanidades, letras e artes; e projetos especiais. Serão oferecidos 15 cursos rápidos. Há oficinas bem interessantes, como a Dia dos Mortos: Cultura viva do México, que será ministrada pela curadora e museóloga Priscilla Maxlinder Ramirez Alonso. “A ideia é ressaltar a memória, mostrando como a cultura mexicana trabalha a questão de forma bem festiva”,explica Denise. Ela chama a atenção para a oficina Fitoterapia e patrimônio imaterial – Registros da etnobotânica terapêutica brasileira, que será ministrada pelo antropólogo Thiago Araújo. “O trabalho será em cima do saber tradicional, sobre como se constrói a memória”, diz. Nesse curso, haverá a participação de benzedeiras.

ADEREÇOS O festival promove ações sobre a folia. A oficina Narrativas visuais dos desfiles das escolas de samba terá tanto parte teórica, com a história do evento, quanto atividades práticas. A intenção é que os participantes produzam adereços para se juntar ao bloco Magnólia.

Ao longo dos cinco dias de agenda, haverá exposição (Visualidades e memória), no Centro Cultural UFMG, com fotos das edições anteriores, bem como algumas apresentações. No domingo, às 19h30, o show Ritmos tribais reunirá o percussionista Mamour Ba e sua banda, Conexão African Beat. Na segunda-feira, às 18h, no Conservatório UFMG, o cantor, compositor, poeta e escritor Kanatyo Pataxó apresenta música inspirada na cultura indígena. Ele vai subir ao palco com o filho, Siwê Pataxó.

No encerramento, na quinta-feira, a partir das 18h30, o bloco Magnólia vai se apresentar na Avenida Afonso Pena, em frente ao Conservatório UFMG, fazendo percurso até o pátio da instituição. Criado em 2014, no Bairro Santo André, na Região Noroeste, é o único em BH com repertório do mardi gras, o tradicional carnaval de Nova Orleans, nos EUA. Ou seja, o chamado dixieland, jazz tradicional nascido no início do século 20.

A Magnólia Brass Band conta com 15 músicos, cinco dançarinas, porta-estandarte e regente. “Temos gente da sinfônica e da banda da Polícia Militar, além de muitos profissionais que tocam na noite”, conta Leonardo Brasilino, o maestro do combo. Além dos standards americanos, o grupo toca duas versões de músicas brasileiras: Zamba Ben, de Marku Ribas, e Que beleza, de Tim Maia.

FESTIVAL DE VERÃO DA UFMG
De domingo a 4 de fevereiro, no Centro Cultural UFMG, Avenida Santos Dumont, 174, Centro; Conservatório UFMG, Avenida Afonso Pena, 1.534, Centro; e Espaço do Conhecimento, Praça da Liberdade, 700, Funcionários. Shows e palestras têm entrada franca. Para as oficinas é cobrada taxa de R$ 20. Inscrições e programação completa: www.ufmg.br/festivaldeverao

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